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Em Foco
Maio de 1998

A água e o desenvolvimento
Por: JOSÉ REBELO, Missionário Comboniano



De 22 de Maio a 30 de Setembro decorrerá em Lisboa a última exposição mundial deste século, cujo tema será «Os oceanos, um património para o futuro». A sua preparação e realização vão contribuir certamente para uma maior sensibilização sobre a enorme riqueza do planeta azul e os perigos que ameaçam os oceanos e a vida marinha. Mas o problema hídrico é mais vasto. Com este Especial, «Além-Mar» quer alargar a reflexão e mostrar como a água, a substância mais simples e, simultaneamente, a mais vital do nosso planeta, é imprescindível para o desenvolvimento dos povos, sobretudo daqueles entre os quais os missionários trabalham. A sua escassez ou contaminação dizima pessoas sem número; as secas fazem aumentar o deserto, que põe em risco o sistema vital e ecológico.

A água é um elemento ambivalente: é fonte de vida, mas também geradora de doenças e morte. Neste sentido, é causa e consequência da pobreza de muitos povos. Se ela é a chave de um desenvolvimento durável, então tem que haver uma acção concertada de esforços, por parte dos vários países e da comunidade internacional, para que possa ser um bem universal ao acesso de todos.

 

 

 

A SEDE NO MUNDO

 

Uma parte substancial da população mundial não tem suficiente água potável, que é vital para a saúde, o bem-estar, a segurança alimentar e, em última instância, para o desenvolvimento económico. Assim, gestos que repetimos diária e quase mecanicamente no Ocidente, como os de abrir as torneiras de água para lavar as mãos, tomar banho, beber, descarregar o autoclismo da casa de banho, ou ligar as máquinas de lavar roupa ou louça, são desconhecidos por grande parte da humanidade. Na maioria dos países do Terceiro Mundo a população não tem acesso directo à água potável nem dispõe de instalações sanitárias em sua casa, um indicador usado para determinar o grau de desenvolvimento dum povo.

A ONU declarou a década de 80 como a da água potável e do saneamento, com o objectivo de providenciar água de qualidade e em quantidade suficiente e sanidade a cada pessoa. Segundo o relatório da UNICEF para este ano, desde 1990 mais 800 milhões de pessoas têm água potável, levando os números de 2,5 mil milhões para 3,3 mil milhões de pessoas, o que representa um notável progresso. Todavia 1,1 mil milhões de pessoas ainda não vêem satisfeita esta necessidade básica. Mas há mais: 2,9 mil milhões de pessoas não dispõem de saneamento adequado e dois mil milhões padecem de doenças produzidas pela ingestão de água imprópria para consumo. Pelo menos dez milhões de crianças morrem por ano devido às mesmas causas, nos países em vias de desenvolvimento.

Com economias precárias e frequentemente com uma má administração dos recursos, carecem de planos hidrológicos eficazes para facilitar o armazenamento, explorar as águas subterrâneas e instalar redes básicas de abastecimento e saneamento. O problema não radica, na maioria dos casos, em não possuir recursos hídricos - excepção feita para as zonas que sofrem de forte desertificação, como no caso dos países do Médio Oriente e Norte de África -, mas na falta de planificação adequada e de capitais para o abastecimento e canalização das águas disponíveis.

Estima-se que no ano 2000 cerca de 300 milhões de africanos viverão em áreas com um défice estrutural de água. Por isso, a protecção dos recursos hídricos é um dos maiores desafios que se colocam aos programas de desenvolvimento para a população actual e as gerações futuras.

Dos países de que se possuem dados estatísticos, há 24 em que menos de 50 por cento da população, fazendo a média entre as zonas urbanas e as zonas rurais, não têm acesso à água potável. Destes, 17 são países africanos, mais concretamente, da região subsariana.

A desigualdade entre os países desenvolvidos do Norte e os países pobres do Sul também se pode medir pelo consumo de água. Em muitos lugares da África, Ásia e América Latina ter acesso directo à água potável é ainda um sonho. E, como a água é necessária não só para beber e cozinhar, mas também para a higiene do corpo e a prevenção das doenças, a sua falta em quantidade e qualidade suficientes agrava os problemas de pobreza e má nutrição. A quantidade média diária de água consumida no Ocidente para uso doméstico é de 35 litros por pessoa, enquanto uma pessoa de um país em vias de desenvolvimento consome entre 2 e 5 litros. Em conjunto - incluídos todos os usos de água, consumo humano, uso industrial e agrícola -, um norte-americano gasta 7 vezes mais água que um africano médio, e um europeu 3 vezes mais.

 

A água e o ritmo de vida

 

Nas zonas mais carenciadas, a água marca o ritmo de vida quotidiano das gentes, em especial das mulheres e das crianças, que têm a responsabilidade de se levantar ao raiar do Sol para ir buscar o precioso líquido para as necessidades domésticas. Às vezes têm que caminhar três a quatro horas e percorrer até 15 quilómetros para chegar ao açude ou ao rio mais próximo.

A mulher tem também um papel fundamental na preservação do meio ambiente, ao ser ela a encarregada principal de fornecer as matérias-primas fundamentais para a subsistência familiar. Para além de ser peça-chave no desenvolvimento, também são as beneficiadas ou prejudicadas com o nível de desenvolvimento do seu povo. Ele repercute-se na educação dos seus filhos, na dedicação a outras tarefas do lugar ou na possibilidade de promover-se aprendendo um ofício ou instruindo-se para aprender a ler e a escrever. Mas quando algumas caminham durante quatro horas para conseguir água para a família, como podem assistir a aulas de promoção ou dedicar-se a outras actividades?

A má qualidade da água é um mal menor quando ela escasseia. É mais grave não dispor da quantidade suficiente para beber ou cozinhar. A higiene básica, como lavar as mãos antes de comer ou depois de defecar, relega-se para um segundo plano. Manter uma adequada higiene corporal é fundamental para a saúde e a prevenção de doenças; e não é só uma questão de educação, mas também de recursos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 80 por cento das enfermidades e epidemias se transmitem através das águas infectadas ou por causa de uma higiene deficiente. Metade da população do planeta está exposta às doenças que derivam do consumo de água imprópria.

 

Mudanças climáticas e as secas

 

As fortes secas que assolam alguns países da Terra, o avanço da desertificação e as mudanças climáticas provocadas pelo efeito de estufa afectam directamente o problema da escassez de água. Do ponto de vista ambiental existem dois problemas relacionados com a água: em primeiro lugar, o problema da quantidade disponível no planeta. De 1940 a 1990 o consumo mundial de água quadruplicou. Se se calcular que em 2025, seremos no planeta 8000 milhões de habitantes, a procura de água aumentará em 650 por cento. Actualmente já são cerca de 20 países com escassez aguda de água e, em 2025 calcula-se que serão de 30 a 35, principalmente no Médio Oriente e no Norte de África, o que afectará cerca de três mil milhões de pessoas.

O segundo problema é o da qualidade da água disponível. A contaminação das águas doces, sobretudo das subterrâneas, está a preocupar os especialistas. Elas estão ameaçadas pelas substâncias nocivas introduzidas na natureza voluntariamente, como: excesso de adubos e pesticidas utilizados na agricultura, resíduos humanos e industriais não tratados que, arrastados pelas chuvas se infiltram na terra e prejudicam a qualidade dos mananciais, os rios e todos os ecossistemas aquáticos. A escassez (quantidade) e a contaminação (qualidade) das águas são as grandes ameaças ao nosso planeta. Só o homem pode remediar estes problemas, não só para restabelecer o equilíbrio ecológico mas também para assegurar a sua sobrevivência.

 

O processo de desertificação

 

O processo de desertificação é um dos problemas mais graves do nosso planeta. É particularmente grave nas zonas áridas, que cobrem um terço da Terra. Setenta por cento dos 5,2 mil milhões de hectares de terras agrícolas estão degradadas e a desertificação toca um quarto do território do planeta, revela um documento da Convenção Internacional da Luta contra a Desertificação.

Em África, mais de mil milhões de hectares - ou seja, 73 por cento das terras áridas - já estão a ser atingidas de forma grave. Na Ásia, o fenómeno estende-se a 1,4 mil milhões de hectares. Na América do Norte, 74 por cento das terras áridas estão em vias de desertificação. Também alguns países da União Europeia e da ex-União Soviética estão a ser atingidos. Cento e dez países têm terras áridas mais ou menos degradadas.

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUE) calcula que a desertificação custa 3,6 mil milhões de contos por ano. O custo humano é ainda maior, pois os meios de subsistência de mais de mil milhões estão ameaçados e mais de 135 milhões estão prestes a ficar na mesma situação.

A desertificação é um dos factores do êxodo rural para as cidades (Mali e Burkina Faso) e da emigração: aponte-se o exemplo do Senegal, em que dois quintos da população emigrou para França. A desertificação funciona ainda como rastilho dos conflitos armados entre países de zonas áridas.

A desertificação, sendo um processo natural, não é contudo irreversível, e não pode ser aceite passivamente como uma fatalidade. É atribuída ao clima, mas deve-se ainda à subprodução agrícola, à falta de pastagens, à ruptura do equilíbrio ecológico, à desflorestação, à produção de monoculturas para exportação e à má triagem dos sistemas de irrigação. Este factor provoca a salinização do solo e torna impróprios para a cultura 500 mil hectares de terras por ano, equivalente à mesma área que essa rega torna arável. Estas causas da erosão podem ser controladas com uma acção enérgica tendente a criar um equilíbrio hídrico e a proporcionar o desenvolvimento.

No processo de desertificação estão implicados todos os países do Norte de África: Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egipto, Sara Ocidental, Mauritânia, Mali, Níger, Chade, Sudão. Em parte: Senegal, Burkina Faso, Nigéria, Rep. Centro-Africana, Etiópia, Somália. Outras regiões fora do continente: península arábica e Médio Oriente. Na Europa, o Sul da Península Ibérica e outras zonas do Sul do Mediterrâneo.

A interacção entre as causas do processo de desertificação, clima, chuva, relevo, vegetação, vento... pode ser neutralizada, recorrendo, com os meios tecnológicos existentes, aos recursos hídricos de outras regiões. A água é imprescindível na luta contra a desertificação.

Exemplos de transformações de zonas áridas e semiáridas podem encontrar-se em alguns lugares do mundo, incluindo determinados países africanos (Marrocos, Líbia e Egipto), com transformação de zonas de deserto em jardim; ou a criação de cortinas verdes para proteger contra o deserto em países como a Argélia, Tunísia e Sudão.

A correcção dos desequilíbrios hídricos em África constitui uma matéria fundamental para a luta contra a desertificação, mas também para o desenvolvimento, progresso e vida dos seus habitantes, muitos dos quais sofrem de desnutrição, fome e morte.

Esta desolação subsiste com importantes obras hidráulicas. Daí a necessidade de realizar uma conferência continental que se debruce sobre as causas da desertificação, os meios para combatê-la e faça uma planificação hidrológica que proporcione um melhor aproveitamento dos recursos hídricos já existentes neste vasto e fascinante território.

 

Do Rio de Janeiro a Quioto

 

O capítulo 18, secção II, da Declaração do Rio de Janeiro, é dedicado à «Protecção e gestão dos recursos de água doce». Apresenta a água como «recurso finito», cuja qualidade e abastecimento «são reduzidos pelo desmatamento, a mineração, a agricultura insustentável, a urbanização, o excesso de bombeamento em aquíferos, o uso de correntes de água como depósitos de dejectos, a chuva ácida, os fertilizantes, os pesticidas, a sedimentação e os factores climáticos que provocam secas». Para combater estas causas são propostas uma série de medidas em sete áreas, a saber: desenvolvimento e gestão integrada da água; avaliação dos recursos existentes; protecção dos recursos de água, da sua qualidade e do ecossistema aquático; o fornecimento de água potável e saneamento básico; água e desenvolvimento urbano sustentado; água para a produção agrícola e o desenvolvimento rural; impactes das mudanças climáticas nos recursos aquáticos.

O objectivo é fazer um desenvolvimento integrado, melhorar os abastecimentos, a higiene pessoal, a prevenção sanitária, a redução das doenças transmissíveis pela água, a erradicação da pobreza e a protecção do ambiente. Também aqui as boas intenções superam as realizações, e a conferência de Quioto pôs ainda mais a nu esta realidade.

Esta última conferência constata o fracasso das metas propostas pela ONU na década de 80 e propõe algumas medidas de acção urgente relacionadas com a água. O apelo pode ajudar a sensibilizar a opinião pública mundial para o problema, mas enquanto predominar o economicismo nas relações entre os Estados, não parece que se podem esperar passos significativos no sentido de providenciar água potável e condições sanitárias a quem delas carece.

O trabalho levado a cabo pelos missionários neste sector não passa de «uma gota de água» no oceano das necessidades. Se não houver um comprometimento sério dos países envolvidos e da comunidade internacional para resolver o problema da água e da pobreza em geral, os pobres continuarão a ser vítimas do sistema.

Erradicar a «sede do mundo», fazendo com que todos os seres possuam quanto antes água potável, é um dos passos fundamentais para acabar com uma das maiores vergonhas da humanidade: a pobreza.

 

 

 

Países mais carenciados de água potável

 

Países                     % média da população com acesso a água potável

 

Afeganistão........................................... 12

Angola................................................... 32

Burkina Faso.......................................... 42

Camboja................................................ 36

Chade.................................................... 24

Congo.................................................... 34

Costa do Marfim.................................... 42

Eritreia.................................................. 22

Etiópia................................................... 25

Gambia.................................................. 48

Guiné..................................................... 46

Haiti ..................................................... 37

Laos  .................................................... 44

Libéria .................................................. 46

Madagáscar .......................................... 34

Malawi ................................................. 37

Mongólia ............................................... 40

Níger .................................................... 48

Papua-Nova Guiné................................. 28

Rep. Centro-Africana ............................ 38

Rep. Dem. do Congo ............................. 42

Serra Leoa ............................................ 34

Somália ................................................. 31

Vietname .............................................. 47

 

Fonte: UNICEF, Situação Mundial da Infância – 1998

 

 

 

 

Doenças de origem hídrica

 

Cólera: doença endémica altamente contagiosa. A bactéria transmite-se pela água e comida contaminadas, pelas moscas e roupas contaminadas e, ainda, no decurso das epidemias, por pessoas infectadas, aparentemente sãs. Depois de penetrarem pela boca e escaparem à acidez gástrica, os vibriões multiplicam-se rapidamente no intestino delgado, onde incubam. Manifestam-se por uma diarreia extremamente abundante, vómitos, dores musculares, suores intensos..., que, sem tratamento levam ao colapso em poucas horas. A epidemia propaga-se facilmente nas zonas onde se amontoam refugiados ou onde não há suficiente água para a higiene pessoal.

 

Tifo: «doença infecciosa, febril, aguda, exantemática, provocada pela Rickettzia prowasequi e transmitida por um hóspede intermediário, o Pediculus vestimenti, piolho do corpo, piolho branco, piolho dos vagabundos, na sua forma epidémica, e pela Xenopsyla cheopis, pulga do rato, na forma endémica - Tifo murino.» Esta segunda variedade pode ser também provocada pelo contacto com água contaminada e excrementos.

 

Infecções intestinais (diarreia e disenteria): a maioria das vezes, são provocadas pela ingestão de águas infectadas, ou por beber água com mãos sujas contendo micróbios. Provocam anualmente a morte a mais de três milhões de crianças com idade inferior a cinco anos nos países em vias de desenvolvimento.

 

Bilharzíase: «infecção devida às bilharzias ou Schistomosas, trematodos unissexuados da família Schistosomatidae.» Os ovos do verme são expelidos para o exterior, já embrionados, com a urina ou as fezes. Quando chegam à água doce, o embrião é posto rapidamente em liberdade e nada até atingir um molusco que actua como hospedeiro intermediário, em que se desenvolve. Atingida a fase larvar, deixa o molusco para viver livremente na água. Se dentro de 48 horas atingir uma pessoa ou um animal, penetra através da pele e, pela circulação, pode atingir qualquer órgão, especialmente o fígado e os vasos sanguíneos intrahepáticos, onde se desenvolve. O verme pode viver largos anos no organismo humano. Estima-se que afecte uns 200 milhões de pessoas em 74 países.

 

Oncocercíase: também chamada «cegueira dos rios», é uma infecção transmitida por dípteros hematófagos do género Simulium (navei ou damnosum) conhecido vulgarmente como «mosquito dos búfalos». As fêmeas fazem a postura nos talos das gramíneas das margens dos rios e as larvas desenvolvem-se com o caudal. Os adultos são muito vorazes e transmitem as larvas infestantes quando picam o homem. Segundo a OMS, a doença infecta 18 milhões de pessoas em 34 países, sobretudo na África ocidental, mas também no Iémen e na América Latina. Já cegou 300 mil pessoas e continua a cegar 40 mil por ano, além de provocar uma terrível doença de pele.

 

Amebíase: afecção causada por um protozoário intestinal (Ameba ou Entamoeba histolytica). As formas patogénicas do parasita são os trofozoítos, que se enquistam nas paredes do intestino grosso e de lá podem atingir, por via hematogénea, o fígado, pulmão e cérebro. A transmissão ocorre pela ingestão de água contaminada dos charcos e alimentos (frutas e vegetais frescos).

 

Dracunculose (ou dracontíase): doença parasitária característica das regiões tropicais onde afecta anualmente mais de dois milhões de pessoas, provocando-lhes grande sofrimento e invalidez. O parasita, cujo comprimento pode variar entre 35 centímetros e 1,20 metros, espalha-se através da ingestão de água impura. Emigra no corpo das vítimas provocando toda a espécie de complicações e emergindo geralmente durante a estação agrícola incapacitando homens, mulheres e crianças.

 

Malária ou paludismo: continua a ser a grande cruz dos povos do Sul. A transmissão da doença - a fêmea do mosquito anófele que, por picadela, injecta no organismo os parasitas que destroem os glóbulos vermelhos do sangue - dá-se nas zonas pantanosas e húmidas. Segundo o já citado relatório da UNICEF para 1998, cerca de 600 mil crianças morrem anualmente apenas devido à malária; mais de um milhão morrem devido à malária em ocorrências conjuntas com outras doenças, a uma taxa de uma criança cada 30 segundos. A malária mata cada ano entre 1,5 e 2,7 milhões de pessoas e, por isso, vem em oitavo lugar na lista das doenças mais perigosas, seguida pela sida e a hepatite B. Mais de 40 por cento da população mundial vive em áreas endémicas de malária. Todos os anos se revelam entre 300 a 500 mil novos casos clínicos. Destes, 90 por cento afligem os povos da África subsariana. A OMS prevê um crescimento de 16 por cento dos casos de malária até ao ano 2000.

 

 

 

 

Tarefa urgente

 

Um esforço sério para a resolução do problema da água deve fixar-se os seguintes objectivos:

- Reforço da colaboração entre as instituições internacionais (Banco Mundial, OMS, FAO, UNICEF...) para coordenar as políticas de abastecimento de água às populações que mais a necessitem.

- Investimento em poços, sistemas de irrigação, com vista a um melhor aproveitamento e canalização das águas subterrâneas.

- Séria planificação hidrológica a nível regional e nacional.

- Planificação de estratégias, a nível mundial, para travar a desertificação, o aquecimento do planeta, o uso indiscriminado de produtos que destroem a camada de ozone e todas as acções do mundo industrializado, como o derrame de resíduos tóxicos nos mares e rios, que provocam a contaminação das águas.

- Campanhas de educação nos países industrializados para consciencializar desde a infância, sobre o valor da água, levar a que não seja desperdiçada e sobretudo que não se contaminem os mares e rios.

 

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