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O Acontecimento
Janeiro de 2013

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2013



O que exige Deus de nós?

 

A «Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos», de 18 a 25 de Janeiro de 2013, decorre sob o lema «O que exige Deus de nós» (Miquéias 6,6-8) e a proposta dos temas para as celebrações ecuménicas do oitavário foi elaborada pelos cristãos da Índia.

 

O Movimento de Estudantes Cristãos da Índia foi convidado a preparar o material para a Semana de Oração pela Unidade de 2013 e eles envolveram nessa tarefa a Federação das Universidades Católicas de Toda a Índia e o Conselho Nacional de Igrejas na Índia. No processo de preparação, ficou decidido que, num contexto de grande injustiça em relação aos dálitas (párias), a busca pela unidade visível não pode estar dissociada do desmantelamento do sistema de castas e do apelo às contribuições para a unidade dos mais pobres entre os pobres.

 

A estrada do discipulado cristão leva a trilhar o caminho da justiça, da misericórdia e da humildade. A metáfora da «caminhada» foi escolhida para ligar os oito dias de oração porque essa metáfora comunica o dinamismo que caracteriza o discipulado cristão. Além disso, o tema da décima assembleia do Conselho Mundial de Igrejas, a realizar-se em Busan, na Coreia, em 2013 é «Deus da vida, conduz-nos à justiça e à paz». Este tema faz ressoar a imagem do Deus Trinitário que acompanha a humanidade e caminha na história humana, e que ao mesmo tempo convida o seu povo a caminhar com ele e com os pobres.

 

Dia 1: Caminhar em diálogo. Reflectimos sobre a importância das práticas de diálogo e conversação, como meio de superar barreiras. Tanto no ecumenismo como nas lutas pela libertação de povos, as aptidões de falar e escutar são reconhecidas como essenciais. Em conversas realmente autênticas podemos vir a reconhecer Cristo mais claramente. Leituras: Génesis 11,1-9; Salmo 34,11-18; Atos 2, 1-12; Lucas 24,13-25.

 

Dia 2: Caminhar com o corpo ferido de Cristo. Reconhecendo a solidariedade entre o Cristo crucificado e os «povos feridos» do mundo, procuramos, unidos como cristãos, aprender mais profundamente a viver essa mesma solidariedade. Leituras: Ezequiel 37,1-14; Salmo 22,1-8; Hebreus 13, 12-16; Lucas 22, 14-23.

 

Dia 3: Caminhar para a liberdade. Somos convidados a celebrar os esforços das comunidades oprimidas de todo o mundo, quando elas protestam contra o que escraviza os seres humanos. Como cristãos comprometidos, aprendemos que a remoção de tudo o que separa as pessoas umas das outras é uma parte essencial da plenitude da vida. Leituras: Êxodo 1,15-22; Salmo 17,1-6; 2 Coríntios 3,17-18; João 4,4-26.

 

Dia 4: Caminhar como filhos da terra. A consciência do nosso lugar na criação de Deus leva-nos à união, na medida em que vamos percebendo a interdependência de uns com os outros e com a terra. Contemplando os urgentes apelos de cuidado com o meio ambiente e com a necessidade de adequada partilha e justiça no uso dos frutos da terra, os cristãos são chamados a dar efectivo testemunho, no espírito do ano do Jubileu. Leituras: Levítico 25,8-17; Salmo 65,5b-18; Romanos 8,18-25; João 9,1-11.

 

Dia 5: Caminhar como amigos de Jesus. Vamos reflectir sobre as imagens bíblicas de amizade e amor humanos como modelos do amor de Deus por todos os seres humanos. Compreender nossa condição de amigos de Deus tem consequências nos relacionamentos dentro da comunidade cristã, onde são incoerentes todas as barreiras que geram exclusão. Leituras: Cântico dos Cânticos 1,5-8; Salmo 139,1-6; 3 João 2-8 ; João 15,12-17.

 

Dia 6: Caminhar além das barreiras. Caminhar com Deus significa ir além das barreiras que dividem a humanidade. As leituras bíblicas deste dia contemplam várias maneiras pelas quais as barreiras humanas são superadas, culminando no ensinamento de São Paulo: «Já não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem ou mulher, pois todos vós sois um só em Jesus Cristo» (Gálatas 3, 28). Leituras: Rute 4,13-18; Salmo 113; Efésios 2,13-16; Mateus 15,21-28.

 

Dia 7: Caminhar em solidariedade. Caminhar humildemente com Deus significa caminhar em solidariedade com todos os que trabalham pela justiça e pela paz. Caminhar em solidariedade traz consequências não apenas para os crentes individualmente, mas para a própria natureza e missão da comunidade cristã inteira. Leituras: Números 27,1-11; Salmo 15; Actos 2,43-47; Lucas 10,25-37.

 

Dia 8: Caminhar em celebração. Os textos bíblicos neste dia falam da celebração como um sinal de esperança em Deus e na sua justiça. A celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é sinal de esperança de que a nossa unidade será conseguida no tempo e pelos meios que pertencem a Deus. Leituras: Habacuc 3,17-19; Salmo 100; Filipenses 4,4-9; Lucas 1,46-55.

 

O que Deus requer de nós hoje é que andemos no caminho da justiça, da compaixão e da humildade. Esse caminho de discipulado envolve trilhar o caminho estreito do Reino de Deus e não as estradas dos impérios de hoje. Andar por esse caminho de retidão inclui as dificuldades da luta, o isolamento que acompanha protestos e o risco associado ao ato de resistir aos “poderes e dominadores”. (Efésios 6,12) Isso acontece especialmente quando os que gritam por justiça são tratados como desordeiros e destruidores da paz. Nesse contexto precisamos compreender que a paz e a unidade são completas somente quando se alicerçam na justiça.

 

Subsídio para Brasil

 

Subsídio Internacional (em português)


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