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Em Foco
Dezembro de 2017

Guerras de sobrevivência
Por: MARGARIDA SANTOS LOPES, jornalista



  No Estado de Rakhine, ressentimentos etnodemográficos alimentam um brutal conflito entre duas comunidades. É real a ameaça existencial aos muçulmanos Rohingyas. É também real o medo existencial dos budistas aracaneses.     Em apenas três meses, entre Agosto e Novembro, mais de 600 mil rohingyas fugiram da costa ocidental de Mianmar/Birmânia para o Bangladesh, vítimas de uma campanha que as Nações Unidas não hesitam em qualificar de “limpeza étnica”. Até ao final de 2017, serão mais de um milhão, alertam agências internacionais de auxílio. A confirmar-se, este número significa o êxodo quase total dos muçulmanos Rohingyas (estimados entre 900 mil e 1,1 milhões) do Estado de Rakhine, desde que uma lei da nacionalidade os tornou apátridas em 1978. Além de expulsões forçadas, os Rohingyas têm sido também sujeitos às piores políticas de terra queimada, violações em massa, detenções arbitrárias e execuções sumárias. Refugiados em campos no Bangladesh, onde lhes é igualmente...

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