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O Evangelho é Notícia
Junho de 2017

Não tenham medo: Missão é fidelidade de amor ao martírio



XXII Domingo do Tempo Comum – Ano A – Domingo, 25.06.2017

 

«Nada há encoberto que não venha a descobrir-se»

Evangelho segundo S. Mateus 10,26-33

Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se.

 

O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados.

 

Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo.

 

Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai.

 

Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.

 

Portanto, não temais: valeis muito mais do que todos os passarinhos.

 

A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus.

 

Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».

 

As leituras deste domingo põem em relevo a dificuldade em viver como discípulo, dando testemunho do projecto de Deus no mundo. Sugerem que a perseguição está sempre no horizonte do discípulo... Mas garantem também que a solicitude e o amor de Deus não abandonam o discípulo que dá testemunho da salvação. A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de um profeta do Antigo Testamento – Jeremias. É o paradigma do profeta sofredor, que experimenta a perseguição, a solidão, o abandono por causa da Palavra; no entanto, não deixa de confiar em Deus e de anunciar – com coerência e fidelidade – as propostas de Deus para os homens. No Evangelho, é o próprio Jesus que, ao enviar os discípulos, os avisa para a inevitabilidade das perseguições e das incompreensões; mas acrescenta: «não temais». Jesus garante aos seus a presença contínua, a solicitude e o amor de Deus, ao longo de toda a sua caminhada pelo mundo. Na segunda leitura, Paulo demonstra aos cristãos de Roma como a fidelidade aos projectos de Deus gera vida e como uma vida organizada numa dinâmica de egoísmo e de auto-suficiência gera morte.

 

A palavra do Papa

(*) "À luz de Cristo ressuscitado assume um valor particular de oração e jejum pelos Missionários Mártires. Lembrar e orar por estes nossos irmãos e irmãs - bispos, sacerdotes, religiosos e leigos caídos enquanto cumpriam seu serviço missionário -, é um dever de gratidão de toda a Igreja e um incentivo para cada um de nós a testemunhar de modo cada vez mais corajoso a nossa fé e esperança naquele que na cruz venceu para sempre o poder do ódio e da violência com a onipotência do seu amor ".

 

Bento XVI

Regina Coeli, Castel Gandolfo, 24 de março de 2008


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