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Índia: Suicídios crescem e preocupam
13 de Setembro de 2006

Os suicídios na Índia são cada vez mais comuns e fazem milhares de vítimas todos os anos no país. Preocupada, a Igreja Católica manda um alerta e pede a cooperação entre as forças sociais do país para enfrentar este drama com eficácia.

A Conferência dos Bispos Católicos da Índia (CBCI) divulgou, no Domingo, 10 de Setembro, uma nota em seu sítio na Internet intitulada «Jornada de prevenção do suicídio», onde adverte que «a taxa de suicídios está a aumentar de forma alarmante no país».

As causas apontadas pelo governo e alguns agentes sociais podem ter relação com o stress dos testes escolares. Mas o informe da Igreja cita que «a pobreza, a ameaça do dote (casamentos arranjados) e o endividamento são responsáveis por grande parte das vítimas». Para isso, os católicos recordam os recentes suicídios em massa de fazendeiros em Vidarbha (Estado de Maharashtra), e no Estado de Kerala.

A maior preocupação com suicídios ocorre nos Estados do Sul. De acordo com a CBCI, cerca de 50 mil pessoas das regiões de Kerala, Karnataka, Tamil Nadu, Andhra Pradesh e do Território da União de Pondicherry, põem fim às suas vidas anualmente. Entre os citados, Kerala é o líder absoluto com 30 suicídios diários. A contrastar com esta tragédia, a região possui o maior índice de alfabetização do Sul do país.

«O governo anunciou um pacote de ajuda especial para os fazendeiros, mas estes sentem que o apoio está no sobre o papel e que pouco se pode fazer para ajudá-los; enquanto isso, a maioria dos bancos deixaram de dar empréstimos aos fazendeiros. Um recurso sem o qual não podem cultivar suas terras», descreve a CBCI.

Uma Organização Não-governamental, com sede no Estado de Tamil Nadu, divulgou o resultado de uma pesquisa recente que aponta a impressionante estatística de «100 mil suicídios anuais na Índia». O estudo indica que em Chennai, capital do referido Estado, os números aumentaram drasticamente: de 1196 suicídios, em 2004 para 2275, em 2005.

«O momento necessita um esforço de cooperação por parte das instituições religiosas, organizações de voluntários e autoridades governamentais para manter esta crescente ameaça na linha», assinala a CBCI.

(RONNY MARINOTO)



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