Vaticano: Morte de Kadhafi encerra «trágica» fase de luta armada
21 de Outubro de 2011

O Vaticano anunciou na quinta-feira, 20 de Outubro, que considera o «Conselho Nacional de Transição» (CNT) da Líbia como «legítimo representante do povo», num comunicado publicado após a confirmação da morte de Muammar Kadhafi, líder deposto do país.
«Atendendo a que o CNT já se assumiu, de forma efetiva, como governo, em Tripoli, a Santa Sé considera-o como o legítimo representante do povo líbio, conforme o direito internacional», pode ler-se.
A nota oficial sublinha que a Santa Sé tem por norma «reconhecer os Estados e não os governos», pelo que não se tinha ainda pronunciado sobre o estatuto do Conselho de Transição da Líbia.
Kadhafi foi morto hoje em Sirte, a sua cidade natal, pelas forças rebeldes que desde Fevereiro combatiam o regime do coronel líbio, anunciou o CNT ao início da tarde.
Para o Vaticano, esta notícia «encerra a fase demasiado longa e trágica da luta sangrenta para derrubar de um regime duro e opressivo».
«Esta experiência dramática obriga, mais uma vez, à reflexão sobre o preço de sofrimento humano que acompanha a afirmação e a queda de qualquer sistema que não esteja fundado sobre o respeito e a dignidade da pessoa, mas sim sobre a prevalente afirmação do poder», indica o comunicado da sala de imprensa da Santa Sé.
O texto deixa votos de que «poupando o povo líbio de mais violência, nascidas do desejo de desforra ou vingança, os novos governantes possam empreender o mais rapidamente possível a necessária obra de pacificação e reconstrução» do país.
Com informações da agência «Ecclesia».