Moçambique: Missionário agradece a comunhão com a Missão
21 de Outubro de 2011


Em vésperas da celebração do Dia Missionário Mundial, o comboniano Pe. Alberto Vieira partilha um pequeno episódio do seu trabalho numa comunidade cristã em Moçambique.
Estamos às portas da celebração do Dia Missionário Mundial e creio ser oportuno dizer-vos uma palavra: obrigado pela vossa comunhão com a Missão.
Todos estamos em Missão, quer na vanguarda quer na retaguarda. É o baptismo que nos lança na aventura do testemunho da fé que procuramos viver sempre e por isso também nestes tempos difíceis de crise e cortes económicos sempre maiores e mais dolorosos.
Como sinal de respiro com outras experiências de modo a não vivermos só com a crise económica, aqui vos envio mais um relato vivida em Missão.
S. Paulo de Tanheia é a comunidade que hoje visitei. Está muito fraca. Há já alguns anos que não têm catequese e faltam muito aos encontros de formação e programação a nível zonal e paroquial. Cada ano tenho-os visitado e sempre prometem melhorar e retomar a catequese e depois não realizam e falham. Assim a catequese está morta tanto para catecúmenos jovens e casais como para crianças filhas de cristãos ou não. No fim soube mesmo pelo professor local que o mesmo mal se vive na escola onde o número de alunos é demasiado diminuto.
Na celebração penitencial, onde participaram muitos cristãos de várias comunidades, foram mais de 20 os que eram de Tanheia. Vi no encontro com os ministérios que nem o ancião tem as contas em dia a nível da contribuição do dízimo. O mesmo acontece com muitos outros ministérios como os catequistas. Falou-se como proceder já que é costume que quem não está em dia não pode comungar. Como iam viver a festa assim? Pediram para ao menos os deixar confessar. Expliquei-lhes que não valia a pena já que não comungavam.
Porém depois cedi. Nesse momento um catequista disse e muito bem: “ninguém lava as mãos se não vai comer e depois de as lavar tem de comer pois lavou-as para isso”. Nesta cultura sempre se lavam as mãos antes de iniciar a comer visto que comem com as mãos. O catequista tinha razão! Cedi. Todos comungaram e assim a festa foi mais sentida com a bênção e inauguração da nova capela que até tinham pintado. Foi pintada com um tipo de cal que tiraram da montanha aqui em Ribaué.