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Sudão: Igreja diz que há questões não resolvidas
19 de Outubro de 2011

Os acordos de paz de 2005 e a independência, festejada em Julho último, deixaram no Sudão do Sul «muitas questões não resolvidas», como as do petróleo, dos limites territoriais, da divisa pública e dos direitos da cidadania. É o que sublinha num documento publicado no final do simpósio realizado no passado fim-de-semana em Juba, capital do novo Estado do Sudão do Sul.

 

Violências e conflitos armados (lê-se no texto) continuam a assustar o país, mas a «maior parte» do território do novo Estado vive «em paz». Do encontro, que teve como tema «Uma igreja de cada tribo, língua e povo! Do passado ao futuro», participaram os representantes de todas as comunidades católicas do país.

 

Bispos, sacerdotes, missionários e delegados das comunidades mais distantes do território do Estado participaram dos debates e ouviram testemunhos. Falou-se, sobretudo, sobre a crise humanitária no Darfur e dos choques armados no Cordofão do Sul e no Nilo Azul, regiões politicamente ligadas ao Sudão, mas com uma forte oposição ao governo de Cartum. Durante o simpósio também se examinou a situação da República do Sudão.

 

A animar o debate foram, em particular, as recentes declarações do Presidente sudanês, Omar Hassan al Bashir, sobre uma nova Constituição que teria como eixo central a «sharia», a lei islâmica. «Escolhas deste tipo, salientou o Bispo auxiliar de Juba, Dom Santo Loku Pio Doggale, castigariam as comunidades cristãs e outras minorias que sempre viveram em Cartum e querem continuar morando lá. O Sudão é multicultural e multireligioso desde sempre».



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