Brasil: O povo vai às ruas pelos seus direitos e pela vida na Terra
7 de Setembro de 2011

Nesta quarta-feira, 7 de Setembro, o Brasil celebra o «Dia da Independência», mas este feriado nacional assinala também o «17º. Grito dos Excluídos», cujo lema em 2011 é «Pela vida grita a terra, por direitos, todos nós!».
Com conquistas e desafios, o Grito se consolida como principal espaço de concentração, mobilização e afirmação dos movimentos sociais e suas demandas.
Este ano, o acto reforça a participação do povo que, através de suas inquietações e denúncias, se torna sujeito de transformações e de mudanças nas mais diferentes realidades brasileiras. Segundo Luis Bassegio, coordenador do Grito dos Excluídos Continental, a iniciativa do evento já está inserido no calendário popular. «(O Grito) tem se tornado um espaço de manifestação do povo que não tinha onde levantar a voz e encontrou nesse dia uma oportunidade para se manifestar».
Contra as altas taxas de energia; pelo direito à moradia digna; pela participação cidadã no processo da «Copa do Mundo de Futebol de 2014»; contra o desemprego; pelo respeito às mulheres, aos povos indígenas, às crianças e adolescentes; contra os grandes projectos governamentais que afectam comunidades inteiras. Os motivos que levarão milhares de brasileiros e brasileiras às ruas são muitos.
Bassegio acredita que, ao longo desses dezassete anos, o Grito se tornou um espaço de referência agendado do movimento popular, e relembra a trajectória da mobilização, que surgiu a partir do questionamento sobre o «Dia da Independência» e do apelo do povo pobre que não tinha espaço para manifestar suas dores.
«É lá que a população faz suas reivindicações, e este ano o sentido é diferente porque o Grito dará voz não só ao movimento, mas à Mãe Terra que geme em dores de parto», diz Bassegio, a fazer referência ao tema escolhido pela «Campanha da Fraternidade 2011».
O Gritos dos Excluídos conta com o apoio da «Conferência Nacional dos Bispos do Brasil» (CNBB), que por intermédio do Presidente da Comissão Caridade, Justiça e Paz, Dom Guilherme Werlang, anuncia que «como Igreja, tentamos ajudar a conscientizar para a urgência da necessidade de preservação da vida do planeta Terra».