Vaticano: Papa recorda vítimas dos atentados do 11 de Setembro
12 de Setembro de 2011

Bento XVI recordou no domingo as vítimas dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2011, nos Estados Unidos da América, convidando a «recusar sempre a violência» e a resistir à «tentação do ódio».
«Hoje o nosso pensamento vai para o 11 de Setembro de há dez anos. Ao recordar ao Senhor da Vida as vítimas dos atentados perpetrados naquele dia e os seus familiares, convido os responsáveis das nações e os homens de boa vontade a recusar sempre a violência como solução dos problemas», disse o Santo Padre.
Várias cerimónias assinalam, em diversos países, o décimo aniversário dos ataques terroristas do 11 de Setembro, para lembrar as quase 3.000 vítimas de mais de 90 nacionalidades, em particular os ataques às torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, EUA.
Bento XVI apelou a «resistir à tentação do ódio e a trabalhar na sociedade, inspirando-se nos princípios da solidariedade, da justiça e da paz».
«Muitas vezes confundimos a liberdade com a ausência de vínculos, com a convicção de podermos fazer tudo sozinhos, sem Deus, que é visto como um limite à liberdade», referiu.
Para o Papa, esta é «uma ilusão que não tarda a converter-se em desilusão, gerando inquietação e medo, levando, paradoxalmente, a retomar as cadeias do passado».
Bento XVI criticou «certas ideologias» que deixaram Deus «de lado» ou que o toleram «como uma escolha privada», referindo que «a história mostra, dramaticamente, como o objetivo de assegurar a todos desenvolvimento, bem-estar material e paz prescindindo de Deus e da sua revelação se resumiu a dar aos homens pedras em vez de pães».
Falando numa «espiritualidade eucarística» que deve levar os católicos a estar atentos às necessidades dos outros, o Papa destacou a luta por «restituir dignidade aos dias dos homens e, por isso, ao seu trabalho», procurando «superar a incerteza da precariedade e o problema do desemprego».
Com informações da agência «Ecclesia».