Darfur: Rebeldes deixam de recrutar crianças
6 de Outubro de 2011
Um grupo armado em Darfur, no Sudão, concordou em parar de recrutar crianças-soldado para suas fileiras. O anúncio foi feito pela Unamid, a Missão Conjunta da ONU e da União Africana em Darfur.
O grupo, «Liderança Histórica do Exército de Libertação do Sudão», entregou seu plano de ação ao chefe da Unamid, Ibrahim Gambari, no último dia 25 de Setembro, prometendo suspender o uso de crianças-soldados.
A medida está de acordo com a Resolução do Conselho de Segurança que proíbe a participação de menores em conflitos armados.
O líder da facção em Darfur, Usman Musa, deu ordem para que todos os ataques a escolas e hospitais sejam proibidos. Ele também pediu o fim de «todo e qualquer comportamento que leve à violência a crianças, incluindo abusos sexuais e casamentos forçados.»
Ao assinar o acordo, Musa disse que seu grupo não recruta crianças, de forma sistemática, mas que muitas teriam perdido familiares no conflito e procurado abrigo com a facção. Ele afirmou ter 120 crianças nesta situação.
De acordo com um relatório da ONU, pelo menos 15 grupos armados incluem crianças. Entre 2009 e Fevereiro deste ano, a «Comissão de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração» das Nações Unidas para o Norte do Sudão registou 1.041 casos de ex-crianças soldados em Darfur.