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Bahrein: Médicos condenados por tratar manifestantes
3 de Outubro de 2011

Treze profissionais da saúde do Bahrein foram condenados na passada semana a 15 anos de prisão, acusados de crimes contra o Estado por terem atendido manifestantes de uma marcha contra o governo realizada no começo deste ano.

 

Além destes médicos e enfermeiros, outros sete foram condenados a penas que variam de cinco a dez anos por um tribunal especial criado durante o Estado de emergência posterior às manifestações.

 

Os médicos foram julgados por «ocuparem pela força o Centro Médico de Salmaniya, possuírem armas sem licença (AK47) e facas, incitar a derrubar o regime, ficar com equipamento médico, deter policiais e divulgar notícias falsas». Os profissionais também são acusados de «incitar a odiar o regime e insultá-lo, instigar o ódio contra outra seita e obstruir a aplicação da lei, destruir propriedade pública e participar de reuniões para colocar em risco a segurança geral e cometer crimes». «Todas estas ações aconteceram com um objetivo terrorista», cita uma agência de notícias local.

 

O xeque Mubarak bin Abdulaziz al Khalifa, alto funcionário da autoridade de Assuntos de Informação do Bahrein, disse à rede de TV Al Jazeera que os médicos não estavam «exercendo sua profissão da maneira como deveriam». Os médicos negaram as acusações reiteradamente, argumentando que as autoridades as inventaram para puni-los por tratarem pessoas que participaram de protestos contra o governo.



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