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Egipto: 24 mortos em episódio de violência
11 de Outubro de 2011

No domingo, 9 de Outubro, a manifestação de um grupo de cristãos coptas que protestavam contra a demolição, no final de Setembro, de uma igreja na província de Aswan, no sul do Egipto, foi reprimida com violência causando a morte de 24 pessoas.

 

Nesta terça-feira, na cidade do Cairo, milhares de pessoas participaram do funeral de 17 manifestantes mortos. Os caixões foram carregados do hospital copta, no centro da capital, até a catedral copta do Cairo, situada no distrito de Abbassiya.

 

As cenas de violência preocuparam a comunidade internacional e também expoentes da Igreja.

 

O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Card. Leonardo Sandri disse se tratar de um facto «desolador, triste e angustiante».

 

O Cardeal fez votos de que esta primavera árabe seja verdadeiramente o prelúdio de uma paz desejada por todos, de democracia e de respeito da dignidade da pessoa humana, «para que se possa construir, neste grande país que é o Egipto, uma sociedade na qual se possa viver em paz, com a esperança de um futuro seguro para todos».

 

Por sua vez, o Patriarca de Alexandria dos Coptas Católicos, Cardeal Antonios Naguib, expressou sua preocupação e, ao mesmo tempo, a esperança de edificar um Egipto baseado sobre os direitos civis e da igualdade, sem nenhuma discriminação, principalmente religiosa: «Mais do que a pertença religiosa, é o programa político que importa, declarou o Patriarca».

 

O diretor nacional das «Pontifícias Obras Missionárias» (POM) no Egipto, Padre Nabil Fayez Antoun, condenou a violência dos militares ao reprimir uma manifestação pacífica: «São cenas que lembram aquelas ocorridas no início da revolução egípcia em Janeiro último».

 

Em comunicado divulgado na segunda-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo às autoridades egípcias para que garantam os direitos humanos e as liberdades civis de todos os cidadãos, sem distinção religiosa.

 

«O Secretário-Geral reitera seu pedido por uma transição transparente, ordenada e pacífica, capaz de atender as legítimas aspirações do povo egípcio e que incluam liberdade, justiça e eleições confiáveis indo em direção ao estabelecimento das regras civis», diz o comunicado.



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