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Mundo: Preços dos alimentos continuam a aumentar
11 de Outubro de 2011

Agências da ONU envolvidas no combate à fome consideram provável que os preços alimentares continuem a aumentar durante a próxima década.

 

O relatório anual «O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2011», lançado na segunda-feira, 10 de Outubro, em Roma, recomenda que sejam tomadas medidas para garantir a segurança alimentar a longo prazo.

 

De acordo com o documento, pequenos países produtores – dependentes da importação de alimentos, particularmente em África, – são especialmente vulneráveis à pobreza e à insegurança alimentar. A malnutrição no continente, afectado pela crise financeira, teve um aumento de 8 por cento entre 2007 e 2008.

 

As agências consideram que crises alimentares, como a actual no Corno de África, são desafios aos esforços para alcançar os «Objectivos de Desenvolvimento do Milénio» (ODM). O conjunto de metas visa reduzir a proporção de famintos pela metade até 2015.

 

De acordo com o informe, mesmo que os ODMs sejam alcançados, até 2015, cerca de 600 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento ainda estariam desnutridas.

 

Entretanto, o documento fala de progressos na redução de malnutridos na América Latina, ao baixar em 32 por cento desde 1990. O Brasil, ao reduzir a taxa de malnutridos em 45 por cento, figura entre as nações à beira de alcançar o ODM relacionado à redução da fome.

 

O relatório salienta que o investimento na agricultura continua essencial para a segurança alimentar sustentável a longo prazo e apela para que sejam direccionados recursos para uma irrigação rentável.

 

O documento recomenda ainda que haja esforços para a melhoria da utilização da terra e que as sementes sejam melhor desenvolvidas através de pesquisas agrícolas.

 

De acordo com a FAO, em 2010 estima-se que 925 milhões de pessoas passavam fome no mundo em comparação a 850 milhões no período entre 2006 e 2008.

 

Não há estimativas para 2011, devido à actual revisão da metodologia utilizada pela agência para calcular a prevalência da fome.

 

O relatório resulta da parceria entre a «Organização da ONU para Agricultura e Alimentação» (FAO) o «Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura» (Fida) e o «Programa Mundial da Alimentação» (PMA).



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