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Egito: Jorge Sampaio condena «uso de religião por extremistas»
13 de Outubro de 2011

O alto representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio, afirmou que está «profundamente preocupado» com os confrontos violentos no Egito, que levaram à morte de 25 pessoas.

 

Os confrontos ocorreram com os protestos surgidos por causa de um ataque a uma igreja cristã copta. Ao saírem às ruas, os manifestantes foram agredidos por civis e depois reprimidos, com violência, por forças de segurança.

 

Em comunicado, emitido de seu escritório em Lisboa, o ex-presidente de Portugal afirmou que é «inaceitável o abuso da religião por vozes extremistas». Sampaio disse que os confrontos não só afetam as pessoas, mas ferem também as esperanças de uma nação inteira e minam os esforços egípcios por democracia.

 

Após a revolta popular que tirou o ex-presidente Hosni Mubarak do poder, em Fevereiro, o Egito passou a ser comandado por uma junta militar, que prometeu eleições livres.

 

O chefe da Aliança das Civilizações lembrou que a «primavera árabe» foi feita por todos os egípcios unidos, sejam eles islâmicos, coptas ou outros cristãos.

 

Sampaio pediu aos líderes religiosos do país que ajudem a acabar com a tensão na direção da construção da democracia.

 

A Aliança das Civilizações pretende aproximar povos e culturas do Ocidente e do Oriente através do diálogo e do conhecimento mútuos.



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