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África: Bispos pedem eleições livres e democráticas
21 de Setembro de 2011

Bispos africanos reunidos na passada semana para o «Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar» (Secam) lançaram um apelo a dizer que «é necessário garantir a liberdade dos cidadãos africanos no exercício de seu direito democrático e criar condições justas para a realização deste objectivo». O

 

Durante cinco dias, os participantes debateram o tema «O papel da Igreja na promoção de eleições pacíficas e críveis em África», um argumento actual já que, até o final do ano, 12 países realizarão eleições e, em 2012, eleitores de 14 países serão chamados às urnas.

 

Consternados com as muitas vezes que as eleições em África são manipuladas para satisfazer os interesses pessoais ou do partido em detrimento do bem comum, o Secam reitera que «a Igreja, na sua missão profética, tem um papel positivo a desempenhar no processo eleitoral, seja como «observadora» durante a realização do pleito, seja na promoção dos valores cívicos para preparar os eleitores às urnas.

 

Os bispos identificaram as principais causas das violências eleitorais que actualmente se verificam na África: falta de vontade política de aplicar as reformas democráticas, a gestão pouco imparcial dos órgãos eleitorais, a inadequada educação cívica dos cidadãos e a influência negativa externa.

 

Diante disso, fazem um apelo aos políticos, para que tutelem o bem comum e deixem de lado interesses pessoais, étnicos e religiosos. Por fim, fazem votos de que nos próximos meses a África e o mundo sejam testemunhas de eleições transparentes, críveis e objectivas em todo o continente.



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