Portugal: Cáritas alerta para emergência social
23 de Fevereiro de 2012

A «Cáritas Portuguesa» alertou na quarta-feira, 22 de fevereiro, para o aumento das situações de «exclusão social», revelando que recebeu, em média, mais de 250 pedidos de ajuda por dia em 2011, ou seja, mais de 93 mil casos.
Estes registos, que se referem a 13 das 20 dioceses da Igreja Católica, indicam ainda que «mais de 38 mil famílias».
«Só no primeiro trimestre do ano passado (…) a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011», assinala a organização católica.
A nota alude ao «flagelo da crise económica» e ao «exponencial aumento do número de casos de exclusão social» em Portugal.
Além de assinalar um crescimento considerável da pobreza em Portugal, os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal.
«A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa que, situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença empurraram para o limiar da pobreza e para a exclusão social», pode ler-se.
Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, evoca a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas.
«O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura», afirma.
A Igreja Católica em Portugal vai celebrar o «Dia Nacional da Cáritas», a 11 de março, sobre o tema «Edificar o bem comum: Tarefa de todos e de cada um».
Na sua mensagem para esta data, o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. Jorge Ortiga, pede que «este ano de austeridade gere uma maior consciencialização pelo bem comum, com a vontade expressa de o edificar quotidianamente e em todos os lugares, por todos e por cada um».
Com informações da «Agência Ecclesia».