África: Maior campo de refugiados do mundo completa 20 anos
23 de Fevereiro de 2012

Dadaab é conhecido como o maior campo de refugiados do mundo e foi construído há 20 anos. Na altura, 1991, serviu para o «Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados» (Acnur) albergar 90 mil pessoas.
Dadaab, no leste do Quénia, é residência de quase meio milhão de pessoas. Cerca de dez mil já pertencem à terceira geração – filhos dos refugiados que nasceram no campo.
Originalmente eram três campos na mesma área geográfica: Ifo, Dagahaley e Hagadera.
Hoje, Dadaab é uma enorme extensão que chegou a receber uma média de mil pessoas por dia, na maioria famintos da Somália, vítimas da crise alimentar do ano passado.
Só em junho passado, 30 mil pessoas cruzaram os portões do complexo, outras 40 mil em julho e 38 mil em agosto.
Além da ONU, o governo queniano e organizações não-governamentais têm tentado proteger os refugiados, alimentá-los e dar-lhes guarida, mas o excesso de pessoas, as cheias sazonais e os riscos de doenças são uma ameaça constante à vida no campo.
O apelo à comunidade internacional para continuar a apoiar os refugiados Somalis na região foi renovado diversas vezes e há a necessidade de se restaurar a paz na Somália de forma a dar aos internos perspetivas de regressar a casa.
A situação atual em Dadaab é um desafio enorme. O rapto de três funcionários humanitários no ano passado, e mais recentemente o homicídio de dois líderes dos refugiados e de vários polícias quenianos, além das ameaças aos funcionários humanitários, forçou o a ONU e parceiros a repensarem a forma como a ajuda é entregue no campo.