Os bispos brasileiros comentaram ontem, 16 de fevereiro, em entrevista coletiva, sobre os assuntos que foram debatidos na reunião do «Conselho Episcopal Pastoral» (Consep), realizada nos dias 14, 15 e 16. A «Lei da Ficha Limpa», que está relacionada com corrupção parlamentar, e a situação dos índios foram os destaques.
Sobre a «Lei da Ficha Limpa», aprovada pelo «Superior Tribunal Federal» (STF) e que será válida para as eleições de 2012, o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, recordou que a Conferência dos Bispos do Brasil foi uma das principais entidades que promoveram a recolha de assinaturas a favor da lei – com resultado final de 1,5 milhão de assinaturas.
Já secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, que visitou algumas aldeias e comunidades indígenas Guarani Kaiowá, na região sul do estado de Mato Grosso do Sul, afirmou que os povos indígenas vivem uma situação degradante.
«Para os povos indígenas a terra é fundamental. Conversando com eles, me chocou a afirmação que alguns adolescentes se enforcam por não terem perspectivas. É um povo que não pode manifestar sua cultura», descreveu.