Mundo: Marcha recorda violência contra mulheres
15 de Novembro de 2011
De 20 a 25 de Novembro, mulheres de mais de 30 países estarão reunidas no «8º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres» (MMM), na Cidade Quezon, nas Filipinas. O encontro, realizado a cada dois ou três anos, se propõe a avaliar ações e traçar linhas de trabalho para anos seguintes, além de fortalecer movimento.
Coordenadora do Secretariado Internacional da Marcha, Miriam Nobre informa que o encontro fará uma análise da «Terceira Ação Internacional da Marcha», ocorrida em 2010 em países onde há conflitos internos e muitos casos de violência contra as mulheres no marco desses conflitos, como Congo, na África, Colômbia, na América do Sul, e Turquia, no Mediterrâneo.
«Optamos por atuar no território em concreto onde isso acontece e agora precisamos ver como dar seguimento a essa ação, como se fortalecer para dar resposta a essas mulheres que vivem conflitos em seus países e encontrar alternativa para o mundo todo», declara.
Outro objetivo do evento, segundo Miriam Nobre, é pensar a organização interna. «Temos que garantir uma estrutura flexível, a mais horizontal e democrática possível. Temos que rever estatutos e regras de funcionamento. Será iniciado um processo para eleger o Comité Internacional da Marcha e também para eleger o Secretariado Internacional, que ainda está com o Brasil», detalha.
Por ser a primeira vez em que a Marcha se reúne no sudeste asiático, o encontro está carregado de expectativas: «Esperamos conhecer o movimento de mulheres filipinas e perceber como é a dinâmica do local, para conhecer realidade delas e sair de lá contaminadas por essas questões», disse. Além disso, há a intenção de reestruturar a Marcha no mundo árabe, esperando-se a presença de militantes feministas da Tunísia e da Palestina.
Para a marcha, o fundamental é avaliar como essa conjuntura repercute na vida das mulheres em todo o mundo, com ataques de setores ultra-conservadores aos direitos civis, sexuais e reprodutivos, reforçados pelos media, que, na opinião do movimento, fortalece a ofensiva contra as mulheres.
«Apesar da existência de várias leis contra a violência de género, temos testemunhado a intensificação da violência contra as mulheres, expressa no feminicídio. Em particular, temos notado em todos os continentes o aumento da violência contra mulheres (e as suas famílias) que estão ativas em movimentos sociais. Esta situação também se reflete na violação e perseguição de mulheres, particularmente no contexto de militarização», assinalam os organizadores da MMM.
Com informações da agência «Adital».