Portugal: Cáritas alerta para aumento de famílias em risco de pobreza
14 de Novembro de 2011
A «Cáritas Portuguesa» alertou no domingo, 13 de Novembro, para o aumento do risco de pobreza para cada vez mais famílias, considerando que «com a falta de emprego e o número crescente de desempregados, a coesão familiar está em risco».
A posição é assumida no comunicado final do Conselho Geral da organização católica, encontro que reuniu entre sábado e domingo representantes de 19 das 20 dioceses portuguesas, em Fátima.
O documento refere que nos primeiros dez meses de 2011, as Cáritas diocesanas já atenderam cerca de 28 mil famílias portuguesas.
«Os números são alarmantes porque corresponde a um acréscimo significativo em relação ao mesmo período do ano anterior», indicam os membros da organização de solidariedade e ação humanitária da Igreja.
Segundo os responsáveis da Caritas, a falência de várias empresas, algumas delas de «dimensão familiar», está a «gerar graves carências aos empresários e respetivas famílias».
Neste sentido, pediu-se uma «atenção redobrada aos novos casos de pobreza, muitos deles encobertos», frisando que «além da falta de recursos financeiros, o apoio na área psicológica e espiritual é premente».
A «Cáritas Portuguesa» apela à sociedade, para que «nenhuma criança deixe de ter o apoio necessário neste momento de fragilidade, nomeadamente que fique impossibilitada de frequentar as creches e jardins de infância e tenha acesso aos cuidados de saúde fundamentais».
Ainda neste contexto, a organização católica propõe também que se forme uma «equipa nacional para acompanhar e lançar iniciativas para o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Intergeracional», em 2012.
O comunicado final do Conselho Geral defende que «a solidariedade com os pobres implica proximidade, mas também um horizonte mais vasto e novos dinamismos que apontem para a criação de uma nova consciência social, assente na dignificação do ser humano em detrimento do capital».
«O pobre não deve ser um mero destinatário, mas o protagonista do seu próprio desenvolvimento integral», pode ler-se.
Informações da agência «Ecclesia».