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América Latina: Exclusão e discriminação da juventude negra
21 de Novembro de 2011

«A juventude afrodescendente é um dos grupos mais afetados pelos processos estruturais de exclusão, desigualdade e pobreza», afirma o relatório «Juventude afrodescendente na América Latina: realidades diversas e direitos (des)cumpridos».

 

O documento foi divulgado na sexta-feira, 18 de Novembro, no encontro Ibero-americano do «Ano Internacional dos Afrodescendentes: Afro XXI», em Salvador, Bahia (Brasil)

 

Elaborado pelo «Fundo de População das Nações Unidas» (UNFPA) e pela «Comissão Económica para América Latina e Caribe» (Cepal), o estudo apresenta um panorama regional das juventudes afrodescendentes, destacando os perfis demográficos e socioeconómicos dos jovens e a importância de proporcionar a inclusão deles na sociedade em geral.

 

Com base em informações de organizações afrodescendentes, o relatório aponta que esses jovens vivem uma «exclusão tripla»: étnica, por serem afrodescendentes; de classe, por serem pobres; e de geração, por conta idade. As jovens ainda enfrentam uma quarta exclusão: a de género.

 

«A juventude afrodescendente se encontra hoje no foco de várias tensões e, neste marco, tem muitas demandas que, em resumo, são as seguintes: diante do resto da sociedade, exigem uma maior exclusão, o pleno acesso ao desenvolvimento e o exercício de seus direitos, enquanto que, diante do mundo, reclamam mais espaços de participação e decisão», indica o documento.

 

O documento também chama atenção para a desigualdade de oportunidades de estudo e emprego. De acordo com a publicação, em seis dos nove países analisados a percentagem de jovens afrodescendentes que não estudam nem trabalham é superior que a dos demais jovens.

 

«Neste marco regional, em que a juventude afrodescendente sofre um processo de exclusão e discriminação, reitera-se que ambas as práticas devem ser erradicadas, dado que constituem uma flagrante violação dos direitos humanos. Desde uma olhada mais economicista, alguns estudos têm mostrado os custos associados à discriminação, pelo que sua eliminação constituirá um investimento significativo para a sociedade como um todo», conclui.

 

Com informações da «Adital».



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