Benim: Guia para o anúncio da Boa Nova de Jesus em África
21 de Novembro de 2011

Durante visita ao Benim no fim-de-semana (de 18 a 20 de Novembro), Bento XVI assinou e entregou aos bispos africanos a exortação apostólica pós-sinodal «Africae munus» (O compromisso de África), sublinhando «as perspetivas pastorais que abre e as interessantes iniciativas que há de suscitar».
«Espero que esta Exortação vos possa guiar no anúncio da Boa Nova de Jesus em África. Não se trata apenas duma mensagem ou duma palavra; mas é sobretudo abertura e adesão a uma Pessoa: Jesus Cristo, o Verbo encarnado. A evangelização pressupõe e inclui também a reconciliação, e promove a paz e a justiça», disse o Papa, a recordar que uma das primeiras tarefas da Igreja permanece o anúncio de Jesus Cristo.
Em português, o Santo Padre anunciou: «Amada Igreja na África, torna-te cada vez mais o sal da terra, desta terra que Jesus Cristo abençoou com a sua presença quando, nela, encontrou refúgio. Sê o sal da terra africana, abençoada pelo sangue de tantos mártires, homens, mulheres e crianças, testemunhas da fé cristã até ao dom supremo da própria vida. Torna-te luz do mundo, luz da África que muitas vezes, no meio das provações, procura o caminho da paz e da justiça para todos os seus habitantes. A tua luz é Jesus Cristo, 'Luz do mundo' (Jo 8, 12). Que Deus te abençoe, África bem amada!»
Bento XVI encontrou-se com líderes políticos e religiosos, com os bispos do Benim e de toda a África, para além de ter visitado o túmulo do cardeal Bernardin Gantin (1922-2008), seu amigo e primeiro africano a liderar um dicastério da Cúria Romana, bem como um lar das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa de Calcutá) que acolhe crianças doentes e abandonadas.
Ao deixar o Benim, após uma viagem iniciada sexta-feira, com um apelo à «coexistência harmoniosa no seio da nação e entre a Igreja e o Estado», o Papa recordou que «a boa vontade e o respeito mútuo não só favorecem o diálogo, mas são essenciais para construir a unidade entre as pessoas, as etnias e os povos». Uma mensagem dirigida a toda a África.
No aeroporto internacional de Cotonou, onde foi saudado pelas autoridades locais, o Papa agradeceu o «caloroso entusiasmo» com que foi recebido no país, uma constante ao longo dos vários encontros e celebrações a que presidiu.
«Viver juntos como irmãos, apesar das legítimas diferenças, não é uma utopia. Porque é que um país africano não poderia apontar ao resto do mundo a estrada a seguir para se viver uma autêntica fraternidade na justiça, fundada na grandeza da família e do trabalho», questionou.
Bento XVI já havia dito em outras oportunidades que está convencido de que África é uma terra de esperança: «Aqui encontram-se valores autênticos, capazes de servir de inspiração para o mundo, que nada mais pedem senão poder desenvolver-se com a ajuda de Deus e a determinação dos africanos”, afirmou.