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África: Acidentes rodoviários roubam parte do futuro de África
11 de Novembro de 2011

Os acidentes rodoviários são a segunda maior causa de mortes na faixa etária dos 5 aos 44 anos de idade, dos países africanos. Numa região em que metade da população tem menos de 16 anos, os acidentes tornam-se uma ceifadora de jovens e rouba a África o futuro capital humano.

 

De acordo o «Diretor da Divisão da Integração Regional, Infraestrutura e Comércio» da ECA, Stephen Karingi, o custo económico dos acidentes rodoviários nos países africanos atinge US$ 10 mil milhões por ano, o que constitui 2 por cento do PIB africano.

 

Na quarta-feira, 9 de Novembro, teve início a semana da «Segunda Conferência Africana de Segurança Rodoviária», em Nova Iorque.

 

O objetivo é de examinar e validar o «Plano Africano de Ação da Segurança Rodoviária» que vai abranger os próximos dez anos e de criar uma estratégia de mobilização para sua implementação.

 

De acordo com o «Serviço de Informação e Comunicação da Comissão Económica» da ONU para África (ECA) tem-se verificado um aumento da taxa de mortalidade no continente africano por acidentes rodoviários.

 

A Conferência tem como base o primeiro relatório de feridos de acidentes rodoviários realizado em 2009 pela Organização Mundial da Saúde, OMS; Relatório sobre o Estatuto Global da Segurança Rodoviária – Tempo para Agir; e pretende ilustrar as complexidades que envolvem este fenómeno de mortandade nas estradas. Entre os temas debatidos estão as causas das mortes dos feridos, o efeito devastador nas vítimas e a repercussão disto na economia africana.

 

Todos os anos morrem mais de 1,2 milhão de pessoas devido a acidentes nas estradas em todo o mundo, 65 por cento dos quais são peões que não possuem carros e 35 por cento dos peões são crianças.



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