Mundo: Agências católicas criticam acordo de Durban
13 de Dezembro de 2011
A rede internacional de agências católicas de desenvolvimento (CDISE) manifestou a sua insatisfação com os resultados da cimeira do clima que se concluiu no domingo, 11 de Dezembro, em Durban, África do Sul, considerando que não «salvaguardam os países mais vulneráveis».
Em nota, a organização considera que o documento «não é suficiente para prevenir perigosas alterações climáticas e os seus impactos nos países em desenvolvimento».
Depois de duas semanas de negociações em Durban, os mais de 190 países participantes na conferência, anunciaram ter obtido um acordo para prolongar o Protocolo de Quioto até 2015 (prazo anterior era 2012), com o objetivo de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, na origem das alterações climáticas.
«Um passo para a construção de um regime climático global», salienta a organização de agências católicas.
A CIDSE destaca ainda a operacionalização do Fundo Climático Verde, mas lamenta a «falta de ambição política» nas decisões destinadas a «mitigar» as alterações no clima e «financiar» o seu combate.
Essa situação, refere a nota, «coloca num risco ainda maior a justiça climática e as comunidades vulneráveis, quando elas são as menos responsáveis pelos atuais níveis insustentáveis de emissões de gases com efeito de estufa».
No entanto, o Canadá anunciou nesta terça-feira, 13 de Dezembro, a sua retirada do «Protocolo de Quioto», que visa reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Com o anúncio, o Canadá se tornou o primeiro país a se retirar formalmente do tratado.