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Portugal: Voluntariado pede atenção aos empobrecidos
7 de Dezembro de 2011

A «Confederação Portuguesa do Voluntariado» apelou a uma «maior e mais cuidada atenção aos outros», designadamente aos «concidadãos que vivem em situação de maior empobrecimento».

 

Numa mensagem divulgada na segunda-feira, 5 de Dezembro, pelo «Dia Internacional dos Voluntários», a direção da Confederação destaca o «culminar» do «Ano Europeu do Voluntariado» (AEV), celebrado durante 2011.

 

«Chegar ao cume não é terminar a tarefa, mas atingir mais uma etapa. E a que se pretendia alcançar com a celebração deste Ano Europeu revelou-se muito significativa para o reconhecimento da importância do voluntariado como forma efetiva de praticar uma autêntica cidadania», diz o documento.

 

A fazer um primeiro balaço sobre este ano, Fernanda Freitas, presidente nacional para as iniciativas da AEV, destaca a criação do «Plano Nacional de Voluntariado», anunciada pelo Governo no domingo, e outro conjunto de decisões: «Conseguimos que a idade oficial do voluntariado baixasse de 18 para 16 anos; conseguimos o enquadramento legal do voluntariado empresarial; conseguimos o reconhecimento, a nível curricular, das atividades de voluntariado».

 

«Vamos ter consequências legais que vão tornar o voluntariado mais fácil para quem o quiser fazer», adianta.

 

Para Fernanda Freitas, o AEV ajudou a valorizar esta missão, porque «os voluntários têm de saber muito bem qual é o seu lugar, que muitas vezes é ‘apenas’ dar uma voz amiga e estar do outro lado do telefone a perguntar se está tudo bem».

 

Deixando a revelação de números oficiais sobre o voluntariado para dentro de «dois ou três meses», a presidente nacional deixa a «perceção de que as pessoas se sentem reconhecidas enquanto voluntárias» e manifestam «mais orgulho» nessa condição.

 

Já o primeiro relatório sobre o «Estado do Voluntariado no Mundo» (SWVR, na sigla em inglês), também divulgado na segunda-feira, ressalta que é necessário compreender o papel do voluntariado e incorporá-lo na agenda do desenvolvimento.

 

«Valores como participação, engajamento e inclusão são indispensáveis à promoção do bem-estar das pessoas e da sociedade», afirma a coordenadora executiva do programa de «Voluntários das Nações Unidas» (VNU), Flavia Pansieri.

 

O relatório demonstra que a participação voluntária dos jovens está migrando das organizações para formas menos estruturadas de engajamento, estimulados pela internet. No geral, o voluntariado online tem aumentado, apesar da diferença entre os países desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento.



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