Santa Sé: As quatro grandes ondas evangelizadoras
7 de Dezembro de 2011
O Papa e seus colaboradores da Cúria Romana participam nestes dias de uma série de pregações dirigidas pelo orador da «Casa Pontifícia», o Frei Raniero Cantalamessa. As reflexões começaram no dia 2 e prosseguem nos dias 9, 16 e 23 deste mês.
Este ano, o tema é «As quatro grandes ondas evangelizadoras» na história da Igreja Católica. Em continuidade com as pregações de 2010, a reflexão retoma o tema da evangelização, em preparação para o Sínodo de 2012 sobre o assunto. A pedido de Bento XVI, o teólogo capuchinho está a fazer uma recapitulação de momentos-chave em que a Igreja sentiu a necessidade de um maior compromisso missionário.
1 - A expansão do cristianismo nos primeiros três séculos de vida, até a véspera do edito de Constantino, cujos protagonistas, em primeiro lugar, eram os profetas itinerantes e, depois, os bispos;
2 - Os séculos VI-IX, em que assistimos à reevangelização da Europa após as invasões bárbaras, especialmente pela obra dos monges;
3 - O século XVI com a descoberta e a conversão ao cristianismo dos povos do «novo mundo», especialmente pela obra dos frades;
4 - A época atual que vê a Igreja envolvida numa reevangelização do Ocidente secularizado, com a participação determinante dos leigos.
Segundo Frei Raniero, «em cada um desses momentos tentarei destacar o que podemos aprender na Igreja de hoje: quais erros evitar e os exemplos a imitar e quais contribuições específicas que podem dar à evangelização os pastores, os monges, os religiosos de vida ativa e os leigos».
O pregador explica que no interior do Advento, há um caminho de aproximação que se intensifica. Começa-se refletindo principalmente sobre textos de Isaías que anunciam o Advento da salvação de longe. Em seguida, na segunda e terceira semanas, a figura central é João Batista, que é já o precursor e, assim nos aproximamos um pouco mais. O último domingo do Advento é dominado pela figura de Maria que é – explica o Frei – a melhor companheira de viagem durante o Advento, porque viveu este tempo como toda mãe na iminência do parto: com interioridade, intensidade e ternura particulares. «Portanto – conclui - Maria pode certamente nos ajudar a ir ao encontro de Cristo, não de uma forma qualquer, sem amor, mas andar ao encontro de Cristo com o coração, mais ainda que com o tempo».