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Brasil: Lista de trabalho escravo no Brasil bate recorde
5 de Janeiro de 2012

A «Comissão Pastoral da Terra» (CPT) divulgou em seu site a lista atualizada do trabalho escravo no Brasil.

 

Com a entrada de 52 novos registros, a lista bateu seu recorde, com 294 nomes. Trata-se de empregadores que foram surpreendidos na exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão.

 

Entre os que entraram na lista estão alguns dos principais grupos usineiros do país, madeireiras, empresários e uma empreiteira envolvida na construção da central hidroeléctrica de Jirau, em Randónia.

 

Após serem surpreendidos explorando mão-de-obra escrava, todas as pessoas e empresas tiveram oportunidade de defesa em processos administrativos. Somente depois de esgotados todos os recursos foram incluídos no cadastro.

 

Entre os estados com mais inclusões nesta atualização, estão novamente o Pará e o Mato Grosso. A incidência do problema no chamado «arco da desflorestação» demonstra que a utilização de trabalho escravo na derrubada da mata para a expansão de empreendimentos agropecuários segue presente.

 

A inclusão na «lista suja» limita o acesso a crédito em instituições públicas e privadas, e também dificulta negociações comerciais. As empresas signatárias do «Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo», entre as quais estão alguns dos principais grupos empresariais do país, assumiram o compromisso de não comprar mais de fornecedores cujos nomes estejam no cadastro.

 

Os empregadores permanecem na lista por pelo menos dois anos, período no qual serão observados. Após este prazo, somente aqueles que sanarem as irregularidades, quitarem as multas e não reincidirem na exploração de escravos serão excluídos.

 

Nesta atualização, apenas dois nomes foram retirados do cadastro.



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