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Europa: Europeus mais solidários em 2011
30 de Dezembro de 2011

O Relatório do «Eurobarómetro da Comissão Europeia: Fazer a diferença no mundo: os europeus e a ajuda ao desenvolvimento» teve como objectivo avaliar a percepção dos cidadãos europeus sobre a Ajuda ao Desenvolvimento e o futuro da Cooperação para o Desenvolvimento. Os resultados deste inquérito foram lançados na 4ª Reunião Alto Nível sobre a Eficácia da Ajuda em Busan (Coreia do Sul), que teve lugar entre os dias 29 de Novembro e 2 de Dezembro de 2011.

 

Ao contrário do que se poderia prever, os cidadãos europeus mostram-se cientes sobre qual o seu papel na defesa de uma política de desenvolvimento coerente e eficaz: 84 por cento do total dos inquiridos apoiam a Ajuda ao Desenvolvimento em todo o mundo com o objectivo de auxiliar as pessoas em situação de pobreza.

 

Em comunicado oficial, o Comissário Europeu responsável pelo Desenvolvimento, Andris Piebalgs, afirma que «os Europeus estão a enviar uma mensagem clara aos políticos da UE e dos países terceiros: mesmo em tempos de crise económica, continuam firmemente empenhados em apoiar os outros a sair da pobreza». O relatório aponta que 62 por cento dos cidadãos são mesmo a favor de aumentar a Ajuda ao Desenvolvimento, pelo menos para 0,7 por cento do Rendimento Nacional Bruto (RNB) da UE até 2015, como firmado na Cimeira do Desenvolvimento em 2000.

 

A resposta dos portugueses a este Eurobarómetro não ficou atrás e parece não ter sido afectada pelo grave cenário de recessão económica que o país atravessa: 62 por cento dos inquiridos reconhece a importância de se apoiarem os países em desenvolvimento, sendo que 26 por cento considera mesmo que isso é de extrema importância. O relatório indica também os jovens como uma das camadas da população que apresenta níveis mais fortes de apoio à política de desenvolvimento, isto apesar de bastante afectados pela actual crise: 9 em cada 10 jovens (entre os 15 e os 24 anos) pensam que é importante ajudar as pessoas pobres.

 

A Coerência das Políticas para o Desenvolvimento sai reforçada através deste inquérito, com 80 por cento dos inquiridos a defender a ligação do desenvolvimento com outras políticas da UE, como a migração e o comércio.

 

Num contexto de redução da Ajuda Pública ao Desenvolvimento, estes resultados são extraordinariamente positivos, pois mostram uma Europa feita de pessoas plenamente conscientes do seu papel e responsabilidade na defesa de políticas de ajuda ao desenvolvimento.

 

Outras conclusões do Eurobarómetro:

•Os países mais “apoiantes” da Ajuda ao Desenvolvimento são Suécia (97 por cento), Chipre (95 por cento), Polónia, Luxemburgo e Alemanha (todos com 92 por cento), e a Finlândia (91 por cento).

•O apoio é mais fraco na Hungria, Bulgária (ambos 75 por cento), Estónia (74 por cento) e Eslovénia (71 por cento).

•Quase metade dos cidadãos da UE (47 por cento) está disposta a pagar mais nas suas compras diárias (ou seja, produtos de comércio justo) quando sabem que isso irá beneficiar as pessoas em países em desenvolvimento. Em Portugal 73 por cento não está disponível para tal.

•Jovens da Europa (entre 15-25 anos) são os maiores apoiantes das políticas de desenvolvimento. 9 Em cada 10 pensam que é importante apoiar as pessoas que vivem em situações de pobreza e 41 por cento referem que é "muito importante" em comparação com 35 por cento das pessoas acima de 40 anos.

•70 por cento pensam que a África Subsariana é a zona do mundo que mais precisa de apoio na luta contra a pobreza, seguida pelo Médio Oriente e Norte de África (33 por cento)



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