Alemanha: Prior de Taizé convida a «derrubar os muros»
30 de Dezembro de 2011

O prior da comunidade ecuménica de Taizé convidou os jovens da Europa a «derrubar» os muros que existem «entre povos e continentes», bem como no seu próprio «coração».
«Berlim tornou-se um símbolo para todos os que, através do mundo, procuram ultrapassar os muros da separação e avançar na direção da confiança», disse o irmão Alois aos participantes do «34.º Encontro Europeu» promovido pela comunidade ecuménica de Taizé, este ano dedicado ao tema da solidariedade e que decorre em Berlim, capital da Alemanha.
Após agradecer a todos os que acolhem os jovens e a organização do evento, o prior de Taizé destacou que Berlim “é uma cidade marcada pelas maiores diversidades”, voltada para o futuro, mas que procura também “integrar a memória de um passado doloroso”.
Nesse contexto, cada um dos pavilhões de oração tem um desenho de Maria com o menino Jesus, feito durante a II Guerra Mundial por um soldado alemão que estava em Estalinegrado, na Rússia.
«Escolher a confiança não significa fechar os olhos ao mal. A confiança não é ingénua ou fácil; é um risco», disse o irmão Alois.
Para este responsável, «a felicidade não se encontra no ‘cada um por si’; a felicidade encontra-se ao termos em conta a solidariedade entre os homens».
«Numa época em que muitos se perguntam ‘qual é verdadeiramente o sentido da minha vida?’, nós, os irmãos da nossa comunidade, gostaríamos de dizer claramente: encontra-se na solidariedade com os outros, vivida em atos concretos», prosseguiu.
O prior de Taizé quis deixar um agradecimento especial aos que decidiram acolher jovens, mesmo sem pertencerem a qualquer Igreja: «A hospitalidade é um dos maiores contributos para construir a paz».
Os jovens, que realizam uma vigília pela paz à meia noite de 31 de dezembro e uma «festa dos povos» às primeiras horas do novo ano, são convidados a levar medicamentos e material médico de primeira necessidade, a serem entregues pelos monges a populações pobres da Coreia do Norte, prosseguindo a ajuda prestada pela comunidade ecuménica desde 1998.
Com informações da agência «Ecclesia».