Egito: Igrejas protegidas durante o Natal copta
30 de Dezembro de 2011
O movimento islâmico egípcio «Irmandade Muçulmana» anunciou na quarta-feira, 28 de Dezembro, que quer garantir a segurança das igrejas durante a comemoração do Natal copta, no início de Janeiro, para impedir atentados como o ocorrido há um ano em Alexandria, no norte do país.
«A Irmandade Muçulmana decidiu criar comités para proteger as igrejas para que as mãos do pecado não arruínem as festividades, como fizeram várias vezes sob o regime anterior», em alusão à era do ex-presidente Hosni Mubarak - informou o movimento em comunicado.
A Irmandade Muçulmana também pediu ao exército, que preside o país, que garanta a segurança dos locais de culto cristão assim como o faz nos colégios eleitorais durante as eleições legislativas, que são celebradas atualmente no Egito.
Mais de 20 pessoas morreram no final de Dezembro do ano passado ao saírem da missa de Ano Novo em Alexandria, segunda cidade do país, na costa mediterrânea, em um atentado que não foi reivindicado.
Em Janeiro de 2010, seis coptas e um agente de segurança muçulmano morreram vítimas de disparos, após a missa de Natal em Naga Hamadi, centro do país.
Os coptas, cristãos do Egito, representam cerca de 10 por cento dos 82 milhões de moradores do país e são a maior comunidade cristã do Oriente Médio. Nos últimos anos, foram alvo de ataques e discriminações.
Os coptas vivem preocupados com o peso eleitoral da Irmandade Muçulmana, cujo partido - Liberdade e Justiça - lidera as eleições com 35 por cento dos votos, assim como pela presença de partidos salafistas ultraconservadores nas eleições.