Sudão do Sul: Mais de três mil mortos numa semana
6 de Janeiro de 2012
Na semana passada, mais de 3.000 pessoas foram mortas em episódios de violência entre etnias no estado de Jonglei, no Sudão do Sul. Outras 100.000 pessoas fugiram da região, avança notícia publicada pelo jornal «Público».
«Contámos os corpos e calculámos, neste momento, que morreram 2182 mulheres e crianças e 959 homens», disse Joshua Konyi, chefe da administração da região de Pibor. Este balanço ainda não foi confirmado por outra fonte. As Nações Unidas estimam que dezenas, ou talvez, centenas de pessoas foram assassinadas.
O ministro da Informação de Estado de Jonglei, Isaac Ajiba, disse que «há vítimas» mas ainda não há números precisos. «Neste momento não podemos confirmar as afirmações do chefe da administração local», acrescentou.
As vítimas foram confirmadas pelo porta-voz do Exército do Sudão do Sul, Philip Aguer. «É preciso ir a todas as aldeias da região e contar os corpos para termos um balanço credível».
Na semana passada, cerca de 6.000 homens armados da tribo Lou Nuer marcharam sobre Pibor e arredores, região povoada pela tribo dos Murle, que eles acusam de ter roubado o seu gado. Os homens armados só se retiraram quando o Exército do Sudão do Sul abriu fogo sobre eles.
Ontem, 5 de Janeiro, o Sudão do Sul declarou a situação de desastre nacional no estado de Jonglei. Isaac Ajiba disse que esta medida deverá ajudar as agências humanitárias a chegar àquela região, levando alimentos, medicamentos e abrigos, tão necessários.
Os confrontos e vinganças entre as duas tribos já duram há vários anos e juntam-se às tensões persistentes junto à fronteira entre este novo Estado, que conseguiu a independência em Julho passado, e o Sudão.