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África: Prioridade da FAO para segurança alimentar
4 de Janeiro de 2012

O novo diretor-geral da «Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação» (FAO), José Graziano da Silva, afirmou que África vai ser uma das prioridades do seu mandato que começou a 1 de Janeiro.

 

De acordo com as Nações Unidas, atualmente mais de mil milhões de pessoas não têm o suficiente para comer. O número aumentou nos últimos anos também por causa da recessão global e da alta no preço dos alimentos. No entanto, o número de vítimas pode aumentar ainda mais este ano.

 

«Para os países africanos de língua portuguesa necessitados de ajuda na área alimentar, a FAO vai aprofundar os projectos de cooperação bilaterais e trilaterais já existentes, com o Brasil a liderar», indicou José Graziano.

 

«Nós já temos acertado um programa de implantar uma política de segurança alimentar para os países lusófonos. O Brasil e Portugal estão a cooperar com os países de língua portuguesa da África e mais o Timor-Leste na Ásia para rapidamente implantar uma política de assistência alimentar com assistência técnica brasileira», acrscentou.

 

Graziano da Silva afirmou também que a FAO deve passar por um processo de descentralização: «Atualmente, três quartos dos recursos da FAO são empregados na sede em Roma. Temos que mudar isso, e levar a FAO para os países mais pobres, às regiões às quais ela serve», indicou.

 

A FAO é a maior agência das Nações Unidas, tem 3.600 funcionários e um orçamento anual de mil milhões de dólares. Graziano da Silva substitui o senegalês Jacques Diouf e tem um mandato de três anos e meio.



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