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Vaticano: Uma Igreja empenhada na missão além-fronteiras
26 de Janeiro de 2012

A Santa Sé divulgou ontem, 25 de Janeiro, a «Mensagem do Papa para Dia Mundial das Missões», este ano dedicada ao tema: «Chamados a fazer brilhar a Palavra de verdade».

 

De acordo com Bento XVI, a celebração do «Dia Mundial das Missões», a 21 de Outubro de 2012, se reveste este ano de um significado todo especial: «A circunstância do 50° aniversário do decreto conciliar ad Gentes, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos sobre o tema da Nova Evangelização convergem em reafirmar a vontade da Igreja de se empenhar com mais coragem e ardor na missio ad gentes para que o Evangelho chegue até os extremos confins da terra».

 

O Santo Padre fala numa crise de fé, não só no mundo ocidental, mas em grande parte da humanidade e garante que «é preciso renovar o entusiasmo de comunicar a fé, para promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã, que estão a perder a referência a Deus, de forma a redescobrir a alegria de crer».

 

Este esforço, destaca o texto, transforma-se em «intervenção de ajuda ao próximo, justiça com os mais pobres, possibilidade de instrução nas aldeias mais dispersas, assistência médica em lugares remotos, emancipação da miséria, reabilitação dos que estão marginalizados, apoio ao desenvolvimento dos povos, superação das divisões étnicas e respeito pela vida em todas as suas fases».

 

A mensagem refere que a Igreja terá ocasião, este ano, de refletir sobre os vários aspectos da nova evangelização e Bento XVI faz votos de que «estas ocasiões sejam propícias para um relançamento da cooperação missionária».

 

«A preocupação de evangelizar jamais deve permanecer à margem da atividade eclesial e da vida pessoal do cristão. E o ter no coração a paixão pelo Evangelho deve ser sempre acompanhado da caridade», afirma.

 

Ao agradecer aos apóstolos de hoje – sacerdotes, religiosos e leigos – e, em particular, às Pontifícias Obras Missionárias por sua dedicação, Bento XVI volta o olhar da Igreja para um modelo cuja eficácia não se perde: o modelo de dois mil aos atrás.

 

Precisamos «retomar o mesmo impulso apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho ao mundo inteiro então conhecido», conclui.



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