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Mundo: Lideranças católicas pedem «justiça climática»
29 de Novembro de 2011

A «Rede Internacional de Agências Católicas» (CIDSE) lançou um apelo em favor de maior «justiça climática», por ocasião da «Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima» (COP-17), que decorre na África do Sul até 9 de Dezembro.

 

As organizações sublinham que «os Governos devem assumir a sua responsabilidade em relação à humanidade», especialmente para com «os mais pobres e as comunidades que mais sofrem», fazendo com que «a solidariedade prevaleça».

 

O presidente da CIDSE, Chris Bain, refere que «é tempo de os países desenvolvidos darem um passo em frente, mostrando que, ao aumentar os acordos, podem trazer a mudança de que o mundo precisa para evitar a catástrofe».

 

As 16 organizações católicas de desenvolvimento da Europa e da América do Norte - nas quais se inclui a Fundação Fé e Cooperação (FEC), de Portugal – esperam apoio ao prolongamento do protocolo de Quioto até 2015, por considerarem que este é o único «enquadramento legal vinculante que pode gerar os cortes de emissões de que o nosso planeta precisa», limitando os gases com efeito de estufa em, pelo menos, 40% até 2020.

 

Os prazos estipulados no protocolo de Quioto estabelecem que 37 países industrializados reduzam até 2012 em pelo menos cinco por cento os níveis das emissões de carbono que registaram em 1990.

 

Para a CIDSE, todos os países com grandes emissões devem chegar a um acordo global nos próximos quatro anos, «suportando os maiores custos, enquanto poluidores históricos».

 

Também o «Conselho Mundial de Igrejas» (CMI) fez um apelo aos Governos do mundo para que enfrentem de maneira decisiva e com medidas eficazes a questão das mudanças climáticas: «Só com responsabilidade que se pode considerar justa a forma de agir com o meio ambiente», destacou.

 

No início da semana, o Papa Bento XVI enviou uma mensagem aos participantes do encontro: «Espero que todos os membros da comunidade internacional encontrem uma solução responsável, credível e solidária a este preocupante e complexo fenómeno, considerando as exigências das populações mais pobres e das futuras gerações».



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