Vaticano: Papa apela à defesa da vida humana
6 de Fevereiro de 2012
Bento XVI apelou no domingo, 5 de fevereiro, à defesa da vida humana, «em todas as fases e condições da existência», associando-se à jornada convocada pelos bispos italianos, por esta causa.
«A verdadeira juventude realiza-se no acolhimento, no amor e no serviço à vida», disse o Papa, após a oração do Angelus, desde a janela do seu apartamento, sobre a Praça de São Pedro.
A iniciativa da Conferência Episcopal Italiana teve como tema, este ano, «Jovens abertos à vida».
Ainda com vestígios da neve que caiu sobre o Estado do Vaticano, membros das associações «Jovens por Roma» e «Salva mamãs» fizeram um cordão humano, para assinalar a jornada pela vida.
Bento XVI saudou, por outro lado, o encontro promovido este sábado pelos escolas de Obstetrícia e Ginecologia das universidades romanas, dedicado ao tema «Promoção e tutela da vida humana nascente».
Na catequese e saudações que pronunciou em várias línguas, o Papa antecipou a celebração do Dia Mundial do Doente, a 11 deste mês, frisando que «as doenças são um sinal da ação do Mal no mundo» e que, nos Evangelhos, «a libertação das doenças e enfermidades constituiu, juntamente com a pregação, a principal atividade de Jesus».
«Continua a ser verdade que a doença é uma condição tipicamente humana, na qual experimentamos fortemente que não somos autossuficientes, mas temos necessidade dos outros», acrescentou, pelo que a mesma «pode ser um momento salutar, paradoxalmente, no qual se pode experimentar a atenção dos outros».
Bento XVI admitiu, contudo, que a doença pode ser uma «prova» longa e que quando a cura não surge a existência “deprime-se e desumaniza-se”, como um «ataque do Mal».
A resposta, precisou, passa pelos «tratamentos adequados» que os avanços «gigantes» da medicina proporcionam, mas sobretudo com «fé em Deus, na sua bondade».
O Papa assinalou que essa fé é uma «atitude decisiva e de fundo» para enfrentar a doença, rezando em particular «pelas situações de maior sofrimento e abandono».
«Façamos também nós como as pessoas do tempo de Jesus: espiritualmente, apresentemos-lhe todos os doentes, confiantes de que Ele pode e quer curá-los», pediu.
Com informações da «Agência Ecclesia».