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Sudão do Sul: Fome ameaça cinco milhões
9 de Fevereiro de 2012

O número de pessoas a sofrer de insegurança alimentar no Sudão do Sul em 2012 pode chegar a 4,7 milhões, quase a metade da população. Além disso, o total dos que sofrem severamente de fome deve passar de 900 mil para um milhão dos sudaneses do sul.

 

Essas são as conclusões do novo relatório conjunto da «Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação» (FAO) e do «Programa Mundial de Alimentos» (PMA), denominado «Missão de Avaliação de Colheitas e Segurança Alimentar» para o Sudão do Sul.

 

Baixas safras, seca, aumento dos preços, conflitos, deslocamento da população, aumento do número de pessoas que retornaram ao país e deficit na produção de cereais foram apontados como os motivos do agravamento da situação.

 

«Esta é uma crise que se aproxima rapidamente e que o mundo não pode se dar ao luxo de ignorar», afirmou o diretor do PMA para o Sudão do Sul, Chris Nikoi.

 

«Precisamos capacitar as famílias para, primeiro, ter acesso rápido a alimentos seguros e nutritivos e outras necessidades básicas. Mas para restaurar e manter a segurança alimentar e nutricional no Sudão do Sul é necessário quebrar o ciclo de aumento da fome e da pobreza. Podemos fazer isso ajudando as pessoas a retomar a produção agrícola, pecuária e outras atividades responsáveis pelo seu sustento», afirmou o chefe de Gabinete da FAO no Sudão do Sul, George Okeh.



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