Página Inicial







Mundo: Ganhadoras do Nobel denunciam a violência de género
31 de Janeiro de 2012

Defensores dos direitos humanos liderados por duas vencedoras do Prémio Nobel da Paz encerram hoje, 31 de Janeiro, uma campanha de dez dias sobre denúncias de impunidade e de violência contra as mulheres que percorreu o México, Honduras e a Guatemala.

 

Os três países envolvidos na campanha foram escolhidos pelo número de assassinatos, agressões físicas, emocionais e sexuais que vivem as mulheres destas nações, onde a violência atinge os níveis mais altos do mundo.

 

Rigoberta Menchú e Jody Williams, ganhadoras do Nobel da Paz em 1992 e 1997 respectivamente, buscaram um aprofundamento na situação destas mulheres que vivem cercadas de violência e também quiseram colaborar com as estratégias para erradicar esse tipo de crime.

 

A tarefa será intensa, de modo especial em Honduras, onde autoridades fizeram ouvidos moucos ao pedido de esclarecimento das mortes de mulheres.

 

No México, a polícia sequer esclareceu a maioria dos crimes de mulheres que foram executadas. Segundo estatísticas das Nações Unidas, esse país centro-americano apresenta a maior taxa de homicídios do mundo – 82,1 pessoas para cada grupo de 100 mil habitantes, quando a média mundial é de 8,2 por 100 mil. Só em 2010, foram mortas 3,1 mil mulheres; 70 por cento das vítimas tinham entre 15 e 34 anos de idade.

 

Em Honduras, a cada dia bandidos e delinquentes matam 20 pessoas, indicam dados oficiais. De 2008 a 2011 foram assassinadas 1,7 mil mulheres no país. Na Guatemala, em dez anos foram mortas cinco mil mulheres.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados