Haiti: Dois anos após terramoto, 500 mil ainda estão desabrigados
12 de Janeiro de 2012

No Haiti, a situação pouco mudou desde o terramoto que atingiu o país em 12 de Janeiro de 2010. Passam esta quinta-feira dois anos sobre o sismo que devastou o país e deixou um rasto de destruição: 220 mil pessoas morreram, mais de um milhão ficaram a viver em campos de refugiados e muitas infra-estruturas foram destruídas.
Segundo a ONU, mais de 500 mil pessoas continuam desabrigadas, nos cerca de 800 acampamentos montados nas regiões afetadas pela catástrofe.
O país tem 9,9 milhões de habitantes, dos quais 4,3 milhões são crianças que enfrentam dificuldades de sobrevivência, desenvolvimento e proteção. Os adultos não esperam por melhoras.
«Tenho esperança em Deus, não nos governantes do país», afirmou Valérie Loiseu, de 28 anos.
O sentimento é generalizado no acampamento onde mora. Os desabrigados se consideram esquecidos, apesar da chegada ao poder, no ano passado, do novo presidente haitiano, Michel Martelly.
Entre as prioridades para o Haiti estão a criação de empregos e a retoma do funcionamento da economia.
Parte dos haitianos tenta recomeçar a vida em outros países, sobretudo no Brasil. O governo brasileiro anunciou, na terça-feira, 10 de Janeiro, que vai regularizar a situação de cerca de 4.000 haitianos que entraram em território nacional – destes, 1.600 já receberam vistos de trabalho, e os demais devem ter sua documentação regularizada nos próximos dias.