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Timor Leste: Situação melhora e ONU fecha escritório para refugiados
16 de Janeiro de 2012

Para o presidente de Timor Leste, que passou mais de duas décadas como refugiado nos Estados Unidos e na Austrália entre 1975 e 1999, o fechamento do escritório do ACNUR depois de 12 anos é um sinal de que o país superou os problemas humanitários enfrentados em seus primeiros anos.

 

Em uma cerimonia repleta de lembranças pessoais, José Ramos-Horta, agradeceu ao «Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados» (ACNUR) por ter assistido o Timor Leste durante as crises humanitárias ocorridas nos primeiros anos do país.

 

«Estamos sempre prontos para assumir nossas responsabilidades. Essa é a melhor maneira de agradecer ao ACNUR e a todos os países que assistiram nossos refugiados durante todos esses anos», afirmou Horta.

 

O ACNUR abriu seu escritório no país em maio de 1999, três meses antes do violento referendo de independência da Indonésia levar quase 250 mil pessoas a fugirem para o Timor Oeste. Posteriormente, o ACNUR ajudou 220 mil refugiados a retornar a suas casas e trabalhou para a reconciliação enquanto o Timor Leste caminhava rumo à independência.

 

Coordenador Regional do ACNUR para o Sudeste Asiático, James Lynch congratulou as «incríveis conquistas» do país. «Embora praticamente não haja refugiados e requerentes de refúgio aqui, o país tem uma legislação nacional válida para processar essas solicitações», disse.



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