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Guiné-Bissau: Igreja lamenta morte do Presidente Sanhá
11 de Janeiro de 2012

A Igreja Católica em Guiné-Bissau lamenta a morte do Presidente Malam Bacai Sanhá, a 9 de Janeiro, e espera que esta perda seja vivida de maneira positiva, como oportunidade de renovação.

 

O Presidente guineense tinha 64 anos e estava internado no hospital militar de Val-de-Grâce, em Paris, desde o final de Novembro do ano passado. Não foi divulgada a doença de que padecia, mas há indicações de que sofria de diabetes e de problemas cardíacos.

 

A morte de Sanhá gera novas preocupações num país marcado pela instabilidade política.

 

Já com Sanhá ausente, em 26 de Dezembro passado, ocorreu em Bissau uma ação militar contra a sede do Estado-maior e duas outras unidades, que culminou com a detenção do chefe da Armada, Bubo Na Tchuto. Um membro das forças de segurança foi morto e outros três ficaram feridos. O Governo qualificou o sucedido de «tentativa de golpe de Estado».

 

Também em Dezembro, a embaixada dos Estados Unidos em Dacar, no Senegal, chegou a alertar os cidadãos norte-americanos na Guiné-Bissau para «um potencial aumento da instabilidade política» devido às notícias sobre o estado de saúde de Sanhá. Redes internacionais de narcotráfico têm aproveitado a fragilidade do Governo da Guiné-Bissau e a corrupção para transformar o país numa plataforma de tráfico de cocaína da América Latina para a Europa.

 

A presidência interina deve, segundo a Constituição, ser assumida por Raimundo Pereira, presidente da Assembleia Nacional. As eleições presidenciais devem realizar-se no prazo de 90 dias.

 

O Governo decretou sete dias de luto nacional.



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