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Haiti: Reconstrução difícil
13 de Janeiro de 2012

Núncio Apostólico no Haiti, Dom Bernardito Auza, afirmou em entrevista à agência «Fides» que «recuperar-se de um desastre natural é muito difícil, e ainda mais difícil é reconstruir após um grande desastre como o terramoto».

 

«Gostaria de acrescentar que no Haiti a reconstrução foi e ainda é particularmente difícil e cara, porque tudo é importado, até mesmo a areia», comenta o sacerdote passados dois anos da tragédia.

 

De acordo com Dom Auza, «existe também a questão do relacionamento entre doadores e instâncias haitianas».

 

O mandato da Comissão para a reconstrução do Haiti expirou em 21 de Outubro passado, e não existe mais uma estrutura ou uma instituição para orientar ou direcionar os esforços. O Parlamento deve ainda tratar a questão e a questão não está no programa legislativo. Os temas da gestão, de quem administra os fundos, e, especialmente, de quem recebe os contratos, são muito delicados nos dias de hoje.

 

Dom Auza refere que existem cerca de «600 mil pessoas morando em tendas, inclusive os nossos seminaristas maiores».

 

«A Igreja tem dezenas e dezenas de projetos de reconstrução, mas as fases preparatórias técnicas são longas e difíceis, além disso, devemos considerar a questão dos fundos e prioridades. Existem projetos que estão quase prontos, mas que não são considerados como prioridade, e os projetos considerados prioritários ainda não foram concluíram as fases preparatórias», explica.

 

Enquanto isso, os graves problemas do Haiti, que existiam antes do terramoto, persistem: «Em primeiro lugar, a pobreza material e social muito generalizada. As crianças não vão à escola ou vão com grandes dificuldades para pagar as mensalidades escolares, pois as escolas públicas são aproximadamente 10 por cento do total, e 90 por cento são escolas particulares e custam muito», conclui.



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