Somália: Quatro milhões em condições críticas
13 de Janeiro de 2012
A Cáritas Somália acaba de publicar seu sexto Relatório sobre a situação do país.
Segundo o documento, divulgado pela agência «Fides», ligada ao Vaticano, quatro milhões de pessoas permanecem em condições de insegurança alimentar na Somália, das quais 250.000 estão gravemente desnutridas.
De acordo com a Cáritas, a penúria na Somália tem duas causas principais: a escassez de chuvas nas duas estações precedentes (outubro-dezembro de 2010 e abril-junho 2011) e a falta de uma resposta humanitária eficaz no sul do país em setembro e outubro de 2011. Este último fator deriva da combinação de uma resposta inadequada por parte da comunidade internacional e do acesso duramente limitado às ajudas humanitárias na área por causa da política dos Shabaab.
A Somália meridional é atualmente palco de combates entre os Shabaab e as tropas do Quénia, que intervieram oficialmente para pôr fim às incursões deste grupo no próprio território. Em 28 de novembro, os Shabaab expulsaram 16 agências humanitárias e alguns escritórios foram saqueados. Por causa desta política, entre 400 e 600 mil pessoas da região não serão mais assistidas por organizações humanitárias.
Depois da seca, fortes chuvas e inundações atingiram algumas partes da Somália. As regiões mais castigadas se encontram na bacia do rio Juba, no sul do país (Gedo e Basso Juba). As chuvas inundaram os terrenos agrícolas, causando a perda da colheita.
Para 2012, a Cáritas pretende concentrar as próprias atividades no tratamento e prevenção de doenças como cólera; distribuição de géneros alimentícios; e assistência médica e psicológica, especialmente para mulheres e crianças vítimas de violências sexuais.