África: Catorze milhões em risco de morte no Corno de África
10 de Julho de 2008
Cerca de 14 milhões de pessoas da região conhecida como Corno da África necessitam de ajudas alimentares e de outras formas de assistência humanitária urgentes. O alerta é da «Regional Humanitarian Partnership Team», grupo formado por várias organizações humanitárias ligadas à ONU.
A crise é causada pela seca que atinge a região e pelo aumento dos preços dos géneros alimentícios. Aumentaram os focos de doenças contagiosas por causa da escassa higiene, pela penúria de estruturas higiénico-sanitárias, das péssimas condições de saúde e da desnutrição. Mulheres e crianças são os mais atingidos.
Os membros do Regional Humanitarian Partnership Team apelam aos governos da região e às organizações humanitárias internacionais para que actuem com prontidão, para salvar vidas humanas e impedir o agravamento da crise, que atinge todos os países da área. Na Etiópia, 4,6 milhões de pessoas precisam de ajudas alimentares de emergência. Desde Março de 2008, o número de pessoas carentes de assistência aumentou em mais de dois milhões. Prevê-se que outras 5,7 milhões de pessoas atingidas pela seca necessitem de ajudas para sobreviver.
A Somália, que desde 1991 não possui um Estado central e está em guerra civil, foi atingida nos últimos meses inundações que afectaram as áreas centrais e do sul. O número de pessoas carentes de assistência aumentou em 40 por cento desde Janeiro, e somam hoje 2,6 milhões, ou seja, 35 por cento da população.
Também o Quénia deve enfrentar a insegurança alimentar, que atinge 1,2 milhão de pessoas. Estima-se ainda que 70 por cento da população sinta as consequências negativas do aumento dos preços dos géneros alimentícios, que cresceram de 30 a 50 por cento.
Na Eritreia, o risco de seca é muito alto porque as precipitações foram escassas durante o período das chuvas, de Outubro de 2007 a Fevereiro de 2008. Também em Djibouti, choveu a metade do normal. Consequentemente, 80 mil pessoas estão diante de um estado de severa crise alimentar.
Com informações da agência Fides.
(RONNY MARINOTO)