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China: Amnistia Internacional diz que «Olimpíadas fizeram piorar direitos humanos»
29 de Julho de 2008

Relatório da «Amnistia Internacional» (AI) afirma que a realização dos «Jogos Olímpicos» fizeram piorar a situação dos direitos humanos na China. A organização de defesa dos direitos humanos documenta quatro áreas – o uso da reeducação através do trabalho, a detenção de activistas chineses dos direitos humanos, a perseguição de jornalistas e o uso de prisões arbitrárias pelo governo da China –, e diz que cada uma delas piorou com a aproximação do evento internacional.

A AI recorda que quando a China foi escolhida para organizar as Olimpíadas, prometeu respeitar os valores da dignidade humana associados à tradição Olímpica. Prometeu melhorar os direitos humanos, dar liberdade aos media e que todas as condições sociais incluindo a saúde e a educação seriam reforçadas.

O relatório da Amnistia conclui que ocorreu o oposto: activistas chineses foram presos, pessoas foram desalojadas, jornalistas foram detidos, páginas web bloqueadas, e o uso de campos de trabalho e espancamentos nas prisões aumentou.

Segundo Rosean Rife, Directora-adjunta de Programas da AI, assistimos a uma deterioração dos direitos humanos devido ás Olimpíadas. «Especificamente assistimos a uma ofensiva contra activistas locais dos direitos humanos, censura dos meios de comunicação e aumento do uso de reeducação através do trabalho como forma de limpar Pequim e as áreas em volta», refere.

As fontes da AI também disseram que houve demasiada boa vontade do Comité Olímpico Internacional ou COI, criticando o seu silêncio relativamente a repetidas violações pelas autoridades chinesas.

«Continuamos a apelar aos líderes mundiais que tencionem assistir aos Jogos para falarem agora no sentido de impedirem as autoridades de usarem a sua presença como uma aprovação tácita de violações cometidas nos preparativos para as Olimpíadas. O seu silêncio é uma traição aos activistas chineses como Hu Jia, Yang Chunlin e Ye Guozhu que foram silenciadas atrás das grades. Também trai o cerne dos valores olímpicos de dignidade humana e o respeito pelos princípios éticos universais fundamentais», salientou Mark Allison, Investigador da Amnistia Internacional.

Allison manifestou a esperança de que ainda haja tempo para a China libertar os detidos e evitar uma herança negativa dos direitos humanos para os Jogos.

(RONNY MARINOTO)



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