Iraque: Cristãos apelam para protecção particular
29 de Julho de 2008
Matéria publicada pelo jornal britânico «Daily Telegraph» revela que cinco anos depois do começo da guerra do Iraque, os cristãos vêem-se obrigados a formar milícias para defender as suas comunidades. Muitas aldeias cristãs contam agora com grupos armados para as defender. Os cristãos juntam-se assim a outras comunidades que formaram milícias armadas, em coordenação com a polícia e com plena autorização do Governo, para melhor se poderem defender.
Até agora os cristãos eram vistos como alvos fáceis para milícias muçulmanas, quer xiitas, quer sunitas, que os perseguiam tanto pela sua religião como para tentar ganhar dinheiro com resgates.
O clima criado desde a queda do regime de Saddam Hussein tem levado à diminuição drástica da comunidade cristã. De pouco mais de um milhão, a população desceu para cerca de 600 mil, neste momento. A grande maioria destes reside no norte do país, na zona do Nineve, onde a situação tem estado mais calma.
Os efeitos têm sido notórios, segundo relata o «Daily Telegraph», e a situação pacificada tem levado a desenvolvimentos no sector da construção.
As autoridades eclesiásticas no Iraque esperam agora que a estabilidade seja para durar e que as centenas de milhares de refugiados possam voltar ao seu país para fortalecer a presença cristã na zona.
Na semana passada, ao encontrar-se com o Primeiro-ministro iraquiano, o Papa pediu mais segurança para os cristãos. Segundo comunicado de imprensa difundido pela Santa Sé, ambas as partes expressaram o seu desejo de que o Iraque possa «encontrar o caminho da paz e do desenvolvimento através do diálogo e da colaboração de todos os grupos étnicos e religiosos, incluindo as minorias étnicas» que convivem neste país.
(RONNY MARINOTO)