Mauritânia: Comunidade Internacional condena golpe de Estado
7 de Agosto de 2008
Diversas representações da Comunidade Internacional estão a condenar o golpe de Estado sofrido pela Mauritânia, na passada quarta-feira, 6 de Agosto. De acordo com as informações, tropas das Forças Armadas teriam deposto o presidente Sidi Mohammed Ould Scheik Abdallahi, e anunciado a formação de um conselho de Estado para governar o país.
Entre os comunicados de objecção, a «Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos» (FIDH) condena o golpe e pede à União Africana (UA) que recuse qualquer mudança anticonstitucional neste país.
A FIDH pede às organizações internacionais para reagir «firmemente» contra os autores do golpe de Estado e a lembrar que o Acto Constitutivo da UA «condena qualquer mudança anticonstitucional de Governo» e apela para a manutenção da ordem constitucional, a libertação imediata das personalidades detidas e a protecção da população civil.
Também as Nações Unidas, por meio do Secretário-geral, lamentam a deposição do presidente da Mauritânia. Ban Ki-moon referiu que Abdallahi foi eleito democraticamente e pediu respeito à lei e à ordem.
O actual presidente foi eleito, democraticamente, em Junho de 2007 substituindo um governo, de dois anos, liderado por uma junta militar neste país de África Ocidental.
A União Africana e a Comissão Europeia lançaram voz a condenar a tomada de poder na Mauritânia, e Bruxelas ameaça mesmo suspender a ajuda financeira ao país se os militares não regressarem aos quartéis e libertarem o Presidente e o primeiro-ministro.
(RONNY MARINOTO)