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Geórgia: Núncio pede solidariedade à comunidade internacional
12 de Agosto de 2008

O Núncio Apostólico na Geórgia, D. Claudio Gugerotti, lançou um apelo de solidariedade à comunidade internacional para que esta «não deixar só aquela terra, pois poderia explodir todo o continente».

«Que a comunidade internacional seja solidária, os meios de informação sejam objectivos e façam com que o mundo saiba, esteja presente e se interesse pelas populações atingidas pelo conflito», exortou o Núncio Apostólico, em entrevista à «Rádio Vaticano».

«Não posso deixar de associar-me às palavras prementes pronunciadas pelo Santo Padre, a favor destas populações que estão a sofrer e com perspectiva que poderia ser dramática. Sucedem-se várias notícias de acordos parciais, provisórios. Aqui há necessidade de uma paz estável porque se trata de um eixo que poderia levar todo o continente a explodir», referiu o sacerdote.

D. Gugerotti apelou ainda por orações: «Súplica ao Senhor e a todos os homens de boa vontade, é que se compreenda que guerras como esta servem somente para destruir e colocar em perigo os mais pobres, os mais fracos, por vezes por razões que não estão à altura do que se diz. Nós pedimos verdadeiramente que cessem as operações militares, que se possa retomar o diálogo de modo sereno, quanto mais possível, e sobretudo que a comunidade internacional não deixe sós estes países, nestes momentos de sofrimento, porque internamente é muito difícil regulamentar a situação; deve haver uma presença de solidariedade e também de objectividade da informação internacional, de modo que o mundo saiba, que o mundo esteja presente, que o mundo cuide desta terra pequena, mas extremamente importante».

O núncio salientou ainda que «no discurso de domingo (10 de Agosto), depois do Angelus, o Santo Padre se referiu duas vezes aos valores comuns cristãos e pediu que se una a oração das populações ortodoxas».

«Esta fé comum, que é a fé de todos nós, mas, em particular, a comunhão plena que existe entre a Igreja da Geórgia e a Igreja da Rússia, são uma ponte privilegiada para restabelecer a paz onde as armas certamente conhecem uma linguagem diversa, que não dá trégua nem tem valores», concluiu.

(RONNY MARINOTO)



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