Austrália: Após JMJ, jovens pedem asilo político
14 de Agosto de 2008
Após participarem da «Jornada Mundial da Juventude» (JMJ), no mês de Julho, em Sidney, ao menos 20 jovens pediram asilo político à Austrália e há previsões de que esse número deve aumentar.
Segundo o «Centro de Asilo de Nova Gales do Sul», a maioria dos peregrinos provém do Paquistão e de países africanos como Zimbabué, Burundi, Camarões e Quénia.
«A situação é preocupante. Vinte pessoas não parece muito, mas para nós é um número difícil de gerir, muitos estão mal nutridos e com depressão», disse Tamra Domicelj, directora do Centro, que oferece assistência aos que pedem asilo político. «São pessoas que fogem de perseguições em seus países de origem», acrescentou.
A organização do JMJ informou que a entrada e a saída de pessoas na Austrália é de competência do departamento de imigração e os alojamentos colocados à disposição para o evento não estão mais disponíveis. No entanto, os organizadores asseguram que a Igreja vai cooperar para resolver a situação.
Também o Arcebispo de Sidney, Cardeal George Pell, mostrou-se comovido com a situação dos peregrinos, mas salientou que todos devem seguir as leis australianas.
O departamento de imigração confirmou que a maior parte dos cem mil peregrinos estrangeiros entrou com vistos de três meses concedidos especialmente para o evento, e que todos devem satisfazer os critérios como qualquer outro visitante que pede para entrar na Austrália.
(RONNY MARINOTO)