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América Latina: Caritas pede que Europa desista de criminalizar imigrantes
24 de Julho de 2008

A rede «Caritas da América Latina e das Caraíbas» lançou um apelo ao Parlamento Europeu (PE), para que desista de criminalizar os imigrantes.

«Estamos reunidos para lançar um apelo ao Parlamento Europeu e aos nossos representantes nos governos da União Europeia para que desistam de confirmar a tendência de criminalizar a imigração e a expulsão as pessoas que se encontram em situação irregular», refere o comunicado da Caritas.

«As nossas tradições religiosas ensinam que devemos acolher com amor os nossos irmãos e irmãs. Todos os dias somos testemunhas dos sofrimentos das famílias de imigrantes que perderam seus entes queridos, de imigrantes que são explorados em seus trabalhos ou caíram nas mãos dos traficantes de seres humanos», explica este organismo ligado à Igreja católica.

A Caritas adverte que se o fenómeno da imigração não for afrontado seriamente os imigrantes latino-americanos, africanos e asiáticos repatriados voltarão sucessivamente se não melhorarem as condições de vida em seus países.

«Como organizações e redes de índole religiosa, de solidariedade e de caridade, chamamos a atenção para a dimensão ética do Parlamento Europeu, para que se coloquem em prática políticas que protejam a dignidade humana de todas as pessoas», conclui o comunicado.

A «directiva do retorno», um conjunto de regras mais duras contra a imigração ilegal a ser adoptado pelos 27 países membros da União Europeia (UE) até 2010, foi aprovada pelo PE a 18 de Junho.

Para além da Caritas, líderes de governos da América do Sul e outros segmentos religiosos também manifestaram repúdio a nova política de imigração.

(RONNY MARINOTO)



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